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Comentários de leitores

4 comentários

Um breve caminhar...

Ursula Pacheco (Jornalista)

Debruçar sob as leituras de um Godoy é referência do caminhar jurídico. Honra.

Talvez não tenha sido tão ruim no Brasil

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Dr. Godoy, o que ocorreu no Brasil, em vários setores, no que concerne à discriminação feminina não foi, a meu ver, pior do que ocorreu em outros países, tidos como "mais desenvolvidos e civilizados" do que o nosso. Ao contrário, o reconhecimento popular e de muitos intelectuais da época demonstrava que havia uma falta de "legitimidade" de certas instituições ao "barrar" a admissão de mulheres em seus quadros. Dr. Godoy, por mais inacreditável que pareça, quando eu estava na faculdade, em 1981, vi pela televisão um debate em que um desembargador disse claramente que achava que as mulheres não deveriam ser admitidas na magistratura porque "não tinham equilíbrio emocional". Não tem equilíbrio emocional um desembargador que faz uma afirmação dessas. No mesmo ano, na própria faculdade, as Arcadas, um professor de quem sempre fui (e sou) discípula, cujo nome não vou mencionar, por motivos óbvios, fez o seguinte comentário após eu apresentar um seminário sobre a "Crítica da Razão Pura" : "Até hoje, eu tinha sérias dúvidas se as mulheres tinham a mesma capacidade intelectual dos homens, mas depois dessa exposição, eu não tenho mais, pode, inclusive, superar". Felizmente, "muita água rolou debaixo da ponte" e rapidamente. E hoje "tá dominado, tá tudo dominado".

A amélia de clóvis - ii

O IDEÓLOGO (Cartorário)

que o termo "brasileiros" incluía as mulheres e seu argumento estava fundado em parêmia que radicava no Digesto e em Gaio, que nos dá conta que “hominis appellatione tam foeminam quam masculum contineri non dubitatur”.[2]
Na década de 1920, Amélia Beviláqua já era um nome reconhecido por críticos como Sílvio Romero e Araripe Júnior, tendo várias obras publicadas pela Bernard de Fréres, importante editora da época. Sua projeção literária notavelmente inspirou outras mulheres, especialmente as que viviam no Piauí, a publicar seus escritos. Nesse contexto, ocorre a superação do período lacunoso da escrita feminina piauiense que se seguiu após o fim do primeiro jornal de redação exclusivamente feminina do Piauí, Borboleta (1904-1906); e da revista Alvorada (1909-1912), onde Maria Amélia Rubim era uma das colaboradoras. A escrita feminina ressurgiu camuflada não mais pelas letras iniciais de seus nomes, mas em pseudônimos, importante recurso literário que foi utilizado por várias escritoras, como Charlotte Brontë, e Dionísia Faria da Rocha (Fonte Wikipédia).

A amélia de clóvis - i

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Amélia Carolina de Freitas Beviláqua (Jerumenha, 7 de agosto de 1860 - 17 de novembro de 1946), bacharela em Direito, escritora, jornalista e pioneira na luta pelos direitos das mulheres no Brasil.
Amélia Beviláqua nasceu na fazenda Formosa, em Jerumenha, no Piauí, filha do Desembargador José Manuel de Freitas e de D. Teresa Carolina da Silva Freitas. Concluiu sua educação em Pernambuco, onde conheceu e casou com Clóvis Beviláqua no ano de 1883.
Sua vida literária iniciou cedo, quando ainda era estudante em São Luís. Colaborou com o jornal de sua escola, publicando contos e poesias. Em 1889, publicou trabalhos em jornais de Recife e na Revista do Brasil de São Paulo. Atuou, também, como redatora oficial do periódico O Lyrio, de Recife, em 1902, ao lado de Maria Augusta Meira de Vasconcelos Freire. Foi ocupante da cadeira 23 da Academia Piauiense de Letras e patrona da cadeira 48 da Ala Feminina da Casa Juvenal Galeno-Ceará.
Amélia de Freitas Beviláqua foi considerada como uma mulher de vanguarda, liderando o mencionado período O Lyrio (Recife-PE; 1898), influenciando a criação do Jornal Borboleta em Teresina-PI. Ousou muito mais, ao ser a primeira mulher a se candidatar à Academia Brasileira de Letras, em 1930. Contam a anedota que em 1930, com o falecimento de Alfredo Pujol, Beviláqua teria sugerido à esposa que se candidatasse à vaga então aberta. Essa destemida candidatura, feminina, havia causado agitação entre os "imortais". Amélia enviou carta ao presidente da Casa, Aloísio de Castro, propondo sua candidatura. O regulamento da Casa previa no entanto, que brasileiros poderiam participar da confraria de letras; a expressão não incluía as mulheres, sustentado por tal argumento o pedido foi negado. Clóvis sustentou, no entanto,

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