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Por Sérgio Rodas

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Diversidade no mercado

Projeto da USP visa incluir estudantes negros em escritórios de advocacia

Para ampliar a inclusão de estudantes negros em escritórios de advocacia, a Comissão de Graduação da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, o Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa) e a Fundação Arcadas criaram o projeto Incluir Direito.

A parceria permite a capacitação orientada dos estudantes do 3º ao 8º semestres da Faculdade de Direito e do aprimoramento dos departamentos de recursos humanos dos escritórios filiados ao Cesa para promover a inserção dos beneficiados pelo programa no mercado.

“Esses acadêmicos têm extremo desejo de aprender e precisam de ajuda para ultrapassar algumas adversidades para ingressar na profissão”, afirma o diretor da Faculdade do Largo São Francisco, Floriano de Azevedo Marques.

Entre as atividades previstas está a promoção de oficinas complementares para o aprimoramento de competências fundamentais ao perfil das vagas oferecidas. Essas sessões tratarão de temas como comunicação e estratégias de persuasão pela escrita, vivência no ambiente corporativo e Direito e relações raciais, afirma a professora Sheila Neder Cerezetti, que está à frente da elaboração do projeto pela Faculdade de Direito da USP. “Quanto mais elementos forem dados a esses alunos, mais condições terão de obter uma boa vaga no mercado de trabalho”, diz.

Um advogado apontado pelo Cesa fará o acompanhamento do estudante ao longo de sua permanência no projeto. “Dessa forma será possível potencializar e direcionar as experiências, bem como aumentar a chance de sucesso desses alunos nas seleções dos escritórios envolvidos”, avalia Carlos José Santos da Silva, o Cajé, presidente nacional do Cesa.

Ao longo do semestre, continuará o aprimoramento dos departamentos de recursos humanos dos escritórios. Durante um ano, os alunos terão acesso a curso de idioma. Em contrapartida, esses estudantes assumirão o compromisso de participar de pelo menos três processos seletivos dos escritórios parceiros do projeto.

Para o presidente da Fundação Arcadas, professor Flávio Luiz Yarshell, o convênio é extraordinária oportunidade de participar desse trabalho de resgate.

A previsão inicial de atendimento do projeto, gestado em parceria com os coletivos de discentes negros Quilombo Oxê e Angela Davis, será de até 10 estudantes na primeira turma. “Nas edições subsequentes, o número de beneficiários poderá aumentar”, ressalta o professor Flavio Batista, também responsável pela iniciativa na Faculdade de Direito da USP.

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Revista Consultor Jurídico, 14 de março de 2020, 14h51

Comentários de leitores

1 comentário

Não seria melhor

O IDEÓLOGO (Cartorário)

A USP utilizar os seus figurões para defender os quilombolas?

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