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Comentários de leitores

4 comentários

Bom-senso e conhecimento de causa

Fernando Antonio Barradas Fernandes (Outros - Tributária)

Abrangente relato em poucas linhas e considerações pertinentes, todos esperam diretrizes e linhas de ação que restabeleçam a normalidade (das aparências). À primeira vista, soa absurdo essa frustação de acesso a um trecho de bairro do RJ em pleno 2021, mas não é surpresa, as decepções e infortúnios é que são recorrentes, enquanto as soluções meramente paliativas.

Estrada da Gávea

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

A Estrada da Gávea devia ser uma rota alternativa, mas o Estado se ausentou da região e a perdeu para os traficantes da favela da Rocinha. Uma tristeza, uma decepção, e uma desilusão. Constata-se que o Estado age tal como as milícias e os traficantes, só que contra as pessoas ordeiras, que pagam seus impostos, mas não têm nada em troca. Já os favelados... bem, parece que, apesar da opressão que sobre eles exerce a milícia e os traficantes, obtêm destes algo a mais do que o Estado oferece aos cidadãos.
Triste realidade.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Sim, faz falta, mas não deveria ser assim! (1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

A Av. Niemeyer, foi construída no início do século XX pelo Comendador Niemeyer para dar novo acesso ao que hoje é o bairro de São Conrado, antes apenas pela Estrada da Gávea, que ainda existe, mas por passar no meio da favela da Rocinha (com cerca de 350 mil habitantes) e dominada pela criminalidade (traficantes, milícias etc), e porque nessa área a ausência do Estado é praticamente absoluta, a Estrada da Gávea não é utilizada pelos que apenas dela fariam uso de passagem. Dá medo passar por ela nos dias de hoje.
Fui morar em São Conrado aos 6 anos de idade. Na década de 60 não havia o Túnel Dois Irmãos, hoje Túnel Zuzu Angel. Quando chovia e caía barreira na Av. Niemeyer, minha mãe ia sozinha com três filhos pequenos pela Estrada da Gávea. De regra, quando chovia naquela época, o bairro ficava sem energia. E fazer uma ligação telefônica entre o bairro de São Conrado e qualquer outro da cidade exigia intervenção da telefonista da operadora, como se fosse uma ligação interestadual.
O problema, que nenhum governante jamais tratou desde que São Conrado deixou de ser uma fazenda e suas terras foram loteadas, transformando-a em um bairro, é que a cidade só podia crescer para aqueles lados, isto é, em direção à Barra da Tijuca, Recreio, Vargem Grande, Guaratiba, Campo Grande, Sepetiba, pois, do outro lado fica a Baía de Guanabara, além da qual fica a cidade de Niterói.
Então, pela quantidade de terra disponível naquela época, era absolutamente previsível que a cidade cresceria, e muito mais rapidamente do que se pudesse imaginar, em termos de densidade demográfica, para o oeste ou sudoeste.
Porém, nenhum governante jamais se preocupou em prover acesso e urbanização adequados para essa expansão natural e até exclusiva da cidade.
(continua)...

Sim, faz falta, mas não deveria ser assim! (2)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

2(continuação)...
Quando, na década de 70, sob o governo Chagas Freitas, construíram o Túnel Dois Irmãos e os Túneis do Joá e da Barra, fizeram-nos com apenas duas faixas de rolamento para ir e duas para voltar. Mas já era previsível que em pouquíssimo tempo isso iria colapsar. Já naquela época deveriam projetado o crescimento da cidade com aquele vetor para o oeste / sudoeste e construído vias largas de acesso, com no mínimo 5 ou 6 faixas de rolamento em cada sentido.
Mas... como no Brasil toda obra pública é feita “nas coxas” para ser refeita em pouco tempo, ou para ser ampliada em pouco tempo, tudo para garantir a realização de licitações cujo fim maior nunca é o bem público, mas dos partidos políticos, como provam os fatos mais recentes envolvendo grandes empreiteiras, o resultado é esse que hoje se assiste. Uma tragédia atrás da outra. Um caos. Uma grande tristeza.

(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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