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Outro lado

Ex-mulher de Wassef diz que empresa perdeu receita no governo Bolsonaro

Cristina Boner diz que informações sobre sua empresa publicadas pela imprensa não são verdadeiras e nega favorecimento
Reprodução

Ex-mulher do advogado Frederick Wassef, Cristina Boner divulgou nota em que rebate informações publicadas pelo portal UOL e no Jornal Nacional de que a Globaweb Outsourcing, empresa fundada por ela, recebeu em apenas um ano e meio do governo Bolsonaro praticamente o mesmo valor que teria recebido durante os quatro anos da gestão Dilma-Temer.

Segundo a reportagem do UOL, os valores pagos pela gestão do presidente Jair Bolsonaro (R$ 41 milhões) já chegam aos pagos à empresa nos quatro anos de gestão compartilhada por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB) — R$ 42 milhões.

A empresa presta serviços de informática e tecnologia da informação a diferentes órgãos da administração federal, como o Ministério da Educação e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social).

Ainda segundo o UOL, os contratos que a empresa tinha negociado com governos anteriores foram prorrogados e receberam aditivos de R$ 165 milhões pela gestão do presidente Jair Bolsonaro. E o novo governo fechou novos contratos com a Globalweb Outsourcing no valor de R$ 53 milhões — totalizando um compromisso de R$ 218 milhões a serem pagos nos próximos anos. O UOL informa que o levantamento foi feito por meio do Portal da Transparência e do Diário Oficial da União

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela empresária:

"A Globalweb esclarece que as informações divulgadas pela reportagem da UOL e do Jornal Nacional merecem reparos profundos. Segundo dados que podem ser obtidos no Portal da Transparência, os valores recebidos por serviços regularmente prestados a órgãos federais durante o governo Bolsonaro, chega a ser 70% inferior ao totalizado nas gestões Dilma e Temer, incluindo os valores resultantes de contratações decorrentes de outras empresas que estão em processo de desativação, e que devem ser considerados para efeito deste comparativo. Foram R$ 41 milhões no governo Bolsonaro e R$ 221 milhões no governo Dilma/Temer. Os valores recebidos em 2019 foram os mais baixos aferidos desde 2015.

E desses R$ 41 milhões que foram recebidos, apenas R$ 17 milhões são referentes a contratos novos, e R$ 24 milhões são de contratos anteriores ao atual governo.

Também no governo Bolsonaro, as renovações de contratos foram de R$ 53 milhões, contra cancelamentos e não renovações de R$ 92 milhões. Ou seja, ao contrário do que se afirma, durante esse governo, ocorreram perdas de receita de 42%, e não ganhos.

Todos os contratos conquistados junto ao governo foram resultados de processos licitatórios eletrônicos disputadíssimos, vencidos de forma transparente e lícita. Contaram com a competição de dezenas de empresas concorrentes e muitos lances de descontos em relação a proposta apresentada originalmente. A empresa tem áreas de compliance, governança, auditoria interna e externa, central de denúncias e um quadro de executivos de mercado que demonstra a lisura e a correção com que atua no mercado.

Qualquer referência a eventual favorecimento indevido do atual governo à Globalweb é, portanto, indevido, precipitado e lesivo à sua imagem e à sua atuação comercial.

Com relação a outra empresa do grupo, a Dinamo Networks afirma que nunca se valeu de qualquer benefício ou influência para conquistar contratos junto ao setor público. Os serviços da companhia contratados por órgãos governamentais passaram por todos os devidos processos licitatórios, em respeito à todas as normas de transparência e compliance.

A Dinamo é fornecedora de infraestrutura de criptografia para o Banco Central desde 2010. Em outubro de 2019, venceu o certame para venda de hardware de criptografia para o PIX depois de participar de um pregão eletrônico que contou com 506 lances de desconto e foi finalizado por R$ 1.345.600. Isso representou uma redução de 68% do valor orçado para a contratação, que gerou R$ 2.893 milhões economia ao Banco Central.

A empresa ressalta ainda que a sua solução é líder no mercado brasileiro no segmento de criptografia e segurança de dados. Usada pela maioria dos bancos e instituições financeiras privadas e públicas do país, é a solução mais barata em comparação aos seus concorrentes internacionais.

Com ênfase, a Dinamo informa que o setor privado responde por 80% do resultado da empresa."




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Revista Consultor Jurídico, 23 de junho de 2020, 15h13

Comentários de leitores

1 comentário

Pois é

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Por que não criminalizam as "Fake News" da mídia tradicional ?

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