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O paradoxo do juiz sem tribunal: ainda o inquérito das fake news

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Comentários de leitores

4 comentários

Scruton, Popper e o Inquérito do STF

Prof. Hans Welzel (Advogado Autônomo - Criminal)

Eu não sei o que é mais triste: os tantos malabarismos necessários pra tentar dar ares de conformidade ao dito inquérito ou o autor citar Scruton e Popper enquanto escreve estes absurdos. Nenhum dos ilustres autores jamais apoiaria esta abominação. Aliás, só alguém que nunca estudou o Paradoxo da Tolerância daria tal interpretação a ele, pois tal foi concebido numa situação extrema onde usa-se da violência contra a sociedade.

Incompreensível

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Um IP iniciado, presidido pelo próprio STF, com impulso por aquele que tem o poder de afastar o sigilo da privacidade, prorrogar prisão de pessoa acusada de ameaça e injuria. Podem convencer aqueles que, por ideologia se lançaram em uma cruzada contra esse governo, mas a população em geral não.

Garantismo de conveniências

Helio Telho (Procurador da República de 1ª. Instância)

Muitos que enxergavam excessos na lavajato, hoje comemoram um decisão da suprema corte que legitimou o exercício arbitrário das próprias razões (o fazer justiça com as próprias mãos). Garantistas de conveniência aplaudindo o processo penal do inimigo.
Vejo muitos defensores do “juiz das garantias” apoiando o inquérito da suprema inquisicao das Fake News, instaurado e conduzido por juiz, que manda fazer buscas e apreensões e quebra sigilos por iniciativa própria. É o garantismo de conveniência, que só existe aqui no Brasil.
O inquérito da suprema inquisição das Fake News não resistiria a nenhum tribunal internacional de direitos humanos.
Vivemos para ver o STF, que deveria ser imparcial, fazer justiça com as próprias mãos.

Poder não aceita vácuo

Igor Moreira (Servidor)

Por muito tempo o Ministério Público e a Polícia foram tremendamente omissos em apurar crimes contra os Ministros, o STF e a Segurança Nacional.
O vácuo do poder investigatório, que alguns queriam que fosse exclusivo e discricionário, foi tomado por outra instituição, com base no dormente artigo 43.
Que todos tirem uma lição disso para o futuro.

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