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Mais 5 dias

Alexandre de Moraes prorroga prisão da extremista Sara Winter

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou nesta sexta-feira (19/6) por mais cinco dias a prisão da extremista Sara Fernanda Geromini, conhecida como Sara Winter. Ela está custodiada no presídio feminino do Distrito Federal. 

A extremista Sara Fernanda Geromini
Reprodução

Na última segunda-feira, Sara foi presa pela Polícia Federal por determinação do ministro e a pedido da Procuradoria-Geral da República na investigação que apura ataques a instituições, como pedidos de intervenção militar e o fechamento do Congresso e do STF.

A extremista já foi denunciada pela Procuradoria da República no Distrito Federal pelos crimes de injúria e ameaça ao ministro. A denúncia foi enviada à 15ª Vara Federal de Brasília.

Nesta quinta (18), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo, negou um pedido de liberdade feito pela defesa de Sara. Segundo a defesa, houve abuso de poder e ilegalidade na decretação da prisão. Para os advogados, Sara é vítima de perseguição política. 

"Se pessoas condenadas por tráfico de drogas podem ser beneficiadas por HC para ficarem em prisão domiciliar com seus filhos menores, qual o motivo a ora paciente deverá, duplamente, permanecer encarcerada, se não cometeu crime algum, não é condenada, não é autoridade com foro de prerrogativa, e possui um filho de 5 anos de idade?", questionou a defesa no STF. 

Sara é líder do grupo 300 do Brasil, de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Com informações da Agência Brasil.




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Revista Consultor Jurídico, 19 de junho de 2020, 21h13

Comentários de leitores

5 comentários

Questões pendentes.

Vercingetórix (Advogado Autônomo - Civil)

O titular da Ação penal pediu a prorrogação da prisão? Ou o juiz inquisidor (que também é vítima) prorrogou de ofício a prisão na fase investigativa?

Qual o crime que deu ensejo à prisão temporária? Ameaça e injúria, conforme informado que já tem denúncia, com certeza não foram.

Extremista é quem explode pessoas

Márcio Alves Pinheiro (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Interessante a CONJUR usar o termo "extremista" para uma pessoa que, provavelmente, cometeu crimes de menor potencial ofensivo. Eu lembro que esse termo "extremista" era usado para qualificar pessoas que explodiam os outros.

decisão ideológica

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Dois crimes de menor potencial ofensivo, provavelmente bravatas, e se tem prisão temporária e sua prorrogação. Depois o STF quer ser respeitado. Não sou bolsonarista, mas fica bem patente a diferença de tratamento, entre a tal
Sara e o MST, contra qual não se fazia nada alegando que não era uma sociedade constituída. Ameça e prisão preventiva, absurdo jurídico. Quando as ofensas eram irrogadas contra policiais era exercício de direito da população

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