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Questão de oportunidade

Metade da população, negros são somente 1% dos advogados dos grandes escritórios

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Comentários de leitores

4 comentários

De fato, é sim!

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Sempre quando vejo renomados advogados (ou aqueles "top" que aparecem na mídia como formadores de opinião e/ou são requisitados por pessoas importantes para assumirem suas defesas) tomando partido de questões inclusivas raciais, procuro saber da composição de sua banca... Há mulheres, há LGBs (T, Q e + não sei)... no entanto, negros(as) não existem. Há os que são ativos em redes sociais defendendo questões de inclusão racial e/ou contra o racismo, mas entre os integrantes das suas bancas não há negros(as). Pelo menos, não no quadro de divulgação (aquele que aparece nos sites, na internet)... Estes, que aparecem nos sites/redes sociais, confirmam a tradição de décadas.
Não é possível criticá-los sem parar para pensar sobre o motivo oculto. A clientela-alvo busca (e paga o preço das) grifes, da qualidade "implícita", ou seja: diplomas das instituições A, B, C; origem social, ciclo de relacionamentos, influência profissional etc. Quer um corpo jurídico que se identifique com ela.
E aí a causa desemboca no Judiciário...
Parece-me que tudo continua assim, com algumas poucas alterações decorrentes do maior acesso das classes pobres ao diploma de "advogado", o que gerou a migração daquele tradicional grupo social da advocacia privada para a advocacia publica, MP, Judiciário e os serviços delegados (cartórios).

Fim urgente do trabalho análogo a de escravos,OAB

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor, jurista e abolicionista contemporâneo. Não é da alçada da OAB de nenhum órgão de fiscalização da profissão avaliar ninguém. O artigo 209 da Constituição diz que compete ao poder público avaliar o ensino.
Assegura art. 5º inciso XIII, da Constituição: “É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. O art. 29 § 1º do Código de Ética Disciplina da OAB (Das regras deontológicas fundamentais) diz: “Títulos ou qualificações profissionais são os relativos à profissão de ADVOGADO, conferidos por universidades ou instituições de ensino superior, reconhecidas). Esse dispositivo foi revogado pelo novo Código de Ética da OAB.
OAB não tem interesse em melhorar o ensino jurídico. Só tem olhos para os bolsos dos seus cativos. Estima-se que nos últimos 26 anos OAB abocanhou, extorquindo com altas taxas de inscrições e reprovações em massa, cerca de mais de R$ 1.0 bilhão de reais. Qual o real destino desses recursos? Os fatos da existência de 1770 cursos de direito, falta de fiscalização do Estado (MEC), extensão territorial, faculdades de esquina, de shopping center, de fundo de quintal, alunos alcoólatras e/ou dependentes químicos, conforme argumentos débeis utilizados pelos mercenários de plantão da OAB, não dão poder a instituição de usurpar atribuições do Estado (MEC). Não é porque a violência lá fora está pipocando que a OAB irá tomar o lugar da polícia. Educação e Segurança Pública são papéis do Estado e não de órgãos de fiscalização da profissão. Pelo direito ao primado de trabalho, fim urgente do trabalho análogo a de escravos, a escravidão moderna da OAB.Isso significa mais emprego,mais renda, mais cidadania e maior respeito à Decl Univ. DHS

Alô oit ajude-nos abolir o trab. Análogo a de escravos

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos , escritor, jurista. “DE TODOS OS ASPECTOS DA MISÉRIA SOCIAL NADA É TÃO DOLOROSO, QUANTO O DESEMPREGO ( Janne Adms)
Senhores membros da ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO – OIT, ajude-nos abolir de vez o trabalho análogo a de escravos no Brasil, a escravidão moderna da OAB e inserir no mercado de trabalho cerca de quase 300 mil cativos ou escravos contemporâneos da OAB, devidamente qualificados pelo Estado (MEC) jogados ao banimento sem direito ao primado do trabalho. "O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso". Antes da promulgação da Lei Áurea, era legal escravizar e tratar as pessoas como coisa, para delas tirarem proveitos econômicos. A história se repete: Refiro-me ao jabuti de ouro da OAB, o famigerado caça-níqueis exame da OAB, cuja única preocupação é bolso dos advogados devidamente qualificados pelo Estado (MEC), jogados ao banimento, sem direito ao primado do trabalho, renegando pessoas a coisas.
Segundo o Egrégio STF a violação do direito ao trabalho digno impacta a capacidade da vítima de realizar escolhas segundo a sua livre determinação. Isso também significa “reduzir alguém a condição análoga à de escravo” (STF). Durante o lançamento do livro ‘Ilegalidade e inconstitucionalidade do Exame de Ordem do corregedor do TRF da 5º Região, Desembargador Vladimir Souza Carvalho, afirmou que exame da OAB é um monstro criado pela OAB. Disse q nem mesmo a OAB sabe do que ele se trata e que as provas, hoje, têm nível semelhante às realizadas em concursos públicos para procuradores e juízes. “É uma mentira que a aprovação de 10% dos estudantes mensure que o ensino jurídico do país está ruim.

Uma Sociedade (de Advogados) Inclusiva

wagner-cam (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

A política afirmativa inclusiva é uma postura que não depende apenas dos governos, os grandes escritórios de advocacia, plenamente conhecedores do Direito e das mazelas sociais do País, deveriam dar o bom exemplo de iniciar processos inclusivos de advogados negros. Deveriam dar o bom exemplo na iniciativa privada, afinal é do bom Direito que se faz a plena Justiça!

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