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Escritos de mulher

Novas perspectivas da Lei Maria da Penha: violência psicológica como lesão psíquica

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Comentários de leitores

4 comentários

Síndrome de burnout

marcia helena (Consultor)

Excelente e bem vinda a abordagem da advogada penalista, mas nós mulheres, principalmente aquelas que já apresentaram sintomas de Depressão e são submetidas a esse tipo de violência no ambiente de trabalho e até no Home Office, dependendo da chefia, urge que o direito à violência psicológica contra nós mulheres, seja estendido no ambiente laboral, gerando comorbidades mais graves e não menos importantes como a Síndrome de Burnout (CID-10.Z73) que além do suicídio pode levar a psicoses delirantes, e o anulamento total da auto estima e saúde mental das mulheres, sendo, portanto, uma lesão psicológica igualmente grave.

Dificuldades

JL ADVOCACIA CRIMINAL (Advogado Autônomo - Criminal)

Muito boa a abordagem do tema, mas o problema esbarra na urgência. O exame de corpo delito já era um documento frágil antes da lei maria da penha e hoje não é diferente. A urgência destacada na lei não permite realizar exames desta magnitude o que não confortaria a tese lançada porque iria contra os ditames da própria lei, que visa proteger a vítima em casos urgentes. Todo o tempo preciso para confeccionar um laudo como proposto no tema, poderá causar o esvaziamento do propósito legal, salvo se os institutos legais receberem investimentos. Enfim, um tema espinhoso, mas muito bom para debates e aprimoramentos. Parabéns colega.

Carcere privado psicológico ii

Roberto Fernandes Rocha Barra Dias Moreira (Advogado Associado a Escritório - Criminal)

Quando abordei o tema pela primeira vez em um processo em favor de uma cliente e posterirmente em uma entrevista à uma rede de televisão, muitos não entenderam e questionaram, mas com a mesma técnica e com uma boa hermenêutica consegui explicar, que a violência doméstica é um tema extremamente amplo e abrange todos os tipos de violências, não somente aquela que fere o corpo, com lesões, feridas, causadas por espancamentos, estrangulamentos e até com morte, mas aquelas que ferem a alma, o psicológico, constrangem até o ultimo grau, levando pessoas maravilhosas, mães de família honestas a depressão e até ao suicídio. A grande maioria se refugiam silenciosamente em medicamentos, drogas, para continuar a fazer o seu papel de mulher, mãe, esposa, dona de casa, profissional, chefe de família e muito mais.Lamentavelmente os profissionais da saúde, médicos, psicólogos se restringem apenas ao tratamento dessas vítimas de violências, mas deixam de fazer o principal, que é denunciar às autoridades policiais e do judiciário que sua cliente está sendo vítima de uma violência doméstica psicológica, um VERDADEIRO CÁRCERE PRIVADO PSICOLÓGICO, que somente com conversas em um divã ou com drogas poderosas não vai resolver, é necessário muito mais, que esses profissionais sejam obrigados de forma compulsória a denunciar às autoridades tais atrocidades. Essa omissão também contribui com a impunidade, com mais violência, não ajudam no tratamento nem na cura. Vamos continuar a combater, não vamos calar, vamos denunciar e incentivar que todos denunciem, e, nós os advogados criminalistas fazer o nosso papel de forma implacável, propondo as ações penas e sustentando com todos os meios para que esse mal seja banido da sociedade. #Cárcere Privado Psicológico Não!!!

Cárcere Privado Psicológico

Roberto Fernandes Rocha Barra Dias Moreira (Advogado Associado a Escritório - Criminal)

A matéria é de suma importância para alertar sobre o tema violência doméstica. Muito se tem dado atenção à violência física, muito comum em milhares de lares brasileiros e de todo o mundo, porém, o mais grave ainda é a violência psicológica que é diária, oculta, imperceptível, traiçoeira, que trata a mulher como um ser de segunda ou de terceira classe, impondo a ela condições sub-humanas de vida, constrange, humilha, cria obstáculos para tudo o que faz e o que quer fazer, menospreza, usa os filhos para oprimir, nega recursos, proíbe de convivência familiar e com amigas, ataca a sua alta estima, impede que se desenvolva, que estude, mantendo-a em um VERDADEIRO CÁRCERE PRIVADO PSICOLÓGICO, levando-a à depressão, ao isolamento, a se sentir como se não fosse nada, sem valor, um ser humano desprezível, e, pode levar ao suicídio. Por isso e por tudo, como criminalista defendo a proposição de queixa crime contra homens e mulheres que praticam tal atrocidade silenciosa entre quatro paredes, mas que tem afetado milhares de mulheres honestas, mães exemplares por todo o mundo e do outro lado, se vê o silêncio da autoridades, e o que é pior, o silêncio de das próprias mulheres. Temos que mudar esse estado de coisas, patrocinando até gratuitamente essas ações em favor de alguém, que com um choro reprimido segue a vida, criando e sustentando filhos, famílias e suportando verdadeiros monstros revestidos de bons moços, mas que por desvio de caráter, oprimem, constrangem, agridem fisicamente e psicologicamente, matam pessoas probas, inocentes, honestas, leais, sinceras, comprometidas com a verdade, com a retidão, com a cidadania e com a vida. Temos que fazer alguma coisa, vamos continuar fazendo tudo para combater esse descalábrio diuturno em nossa sociedade.

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