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Fuga ao Líbano

Advogados japoneses de Carlos Ghosn apresentam renúncia

Advogados japoneses de Carlos Ghosn, ex-presidente do Conselho de Administração da Nissan Motor, renunciaram após sua fuga para o Líbano. A informação foi confirmada pelo advogado japonês Junichiro Hironaka.

Reprodução
 

Fontes informaram à RTP, de Portugal, que outros advogados, incluindo Takashi Takano, do mesmo escritório, também renunciaram. Afirmam, porém, que Hiroshi Kawatsu e mais dois integrantes da equipe continuam a representar Ghosn.

O empresário nascido no Brasil, também com nacionalidade francesa e libanesa, foi denunciado por suspeita de ter declarado valores inferiores à sua remuneração em relatórios financeiros da Nissan, e por abuso de confiança grave pela suspeita de apropriação indevida de fundos da companhia.

O ex-presidente do conselho da montadora violou sua fiança e fugiu para o Líbano no fim de dezembro, sem informar a equipe de defesa. Ghosn disse que decidiu pela fuga porque não tinha expectativas de um julgamento justo no Japão.

Uma reunião preliminar ao julgamento foi realizada para lidar com questões controversas no Tribunal Distrital de Tóquio, pela primeira vez desde que Ghosn deixou o Japão.

Na reunião, o tribunal decidiu realizar o julgamento de Ghosn separadamente do julgamento de Greg Kelly, seu antigo aliado, e da Nissan, como pessoa jurídica. O julgamento de ambos devem começar em abril.

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Revista Consultor Jurídico, 16 de janeiro de 2020, 16h59

Comentários de leitores

2 comentários

Imparcialidade dos Tribunais

Vercingetórix (Advogado Autônomo - Civil)

Para alguns réus, nenhum Tribunal é apto a julgar com imparcialidade.

Estranho

Jose Anisio Martins de Azevedo (Bacharel - Civil)

Todo rico condenado nunca aceita que seu julgamento é justo....ora..se restou provado que é culpado...que julgamento justo espera? continuar rico e em liberdade fazendo o que bem entende...estranho, não é?

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