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Justiça não tira férias, e brasileiros trabalham mais do que a média mundial

Comentários de leitores

3 comentários

Ações-formulário

Dazelite (Administrador)

É bem verdade que as petições iniciais trabalhistas são pra lá de sofríveis. Meros formulários padronizados, que poderiam ser vendidos em papelarias. A excelente reforma trabalhista deu um duro golpe nessa prática, mas ainda falta muito para ter do que se orgulhar.

Bilateralidade

O IDEÓLOGO (Outros)

Não conheço a Justiça do Trabalho, mas se o insigne advogado e intelectual Marcos Alves Pintar criticou as sentenças desse ramo do Judiciário, por não ostentarem qualidades técnicas, é porque as petições iniciais e contestações são peças sofríveis, mera "corta e cola".
No Juizado Especial Cível, quando trabalhei atendendo interessados no balcão, as defesas tinham muita qualidade ao contrário das "exordiais", que retratavam erros de português, de lógica, de subsunção.

Panfleto publicitário

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A douta Magistrada Trabalhista omitiu em seu texto duas questões de extrema importância, com o afã de levar o leitor desavisado à conclusão de que há alta produtividade no Judiciário, especialmente no Judiciário Trabalhista. Em primeiro lugar, deve-se lembrar que a qualidade das decisões proferidas pelo Judiciário brasileiro em geral, e especialmente na Justiça do Trabalho, pode ser qualificada como sofrível. A grande maioria das decisões omite fatos, alegações, jurisprudência evocada pelas partes, sendo quase todas parciais, apenas reflexo do que quer o juiz, embora a lei e os fatos demonstrados no processo levem a outra conclusão. Fácil prolatar milhares, ou até milhões de decisões, sem a devida qualidade técnica que se espera. Notem que nem o Judiciário em geral, nem a Justiça do Trabalho, desenvolve qualquer trabalho visando averiguar, de forma democrática e transparente, a qualidade de suas decisões. Por outro lado, é fato que a grande maioria das decisões proferidas na Justiça do Trabalho é feita por servidores retirados de suas funções. O juiz quase sempre só assina o despacho ou sentença. Essas duas constatações, quando se analisa produtividade no Judiciário brasileiro, fazem toda uma diferença, e por tais motivos foram omitidos no texto, que assim se tornou apenas um panfleto publicitário, sem qualquer valor científico.

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