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Assassinato famoso

Juíza concede alvará de soltura a envolvidos no assassinato de advogado

A juíza Letícia de Assis Bruning, da 3ª Vara do Juri do Foro Central Criminal de São Paulo, determinou a soltura de Wilson Decaria Junior. Ele foi condenado por ter participado do assassinato do advogado Francisco de Assis Henrique.

Advogado foi assassinado ao deixar restaurante em posto de gasolina em SP
Reprodução/Google Maps

O advogado foi morto ao deixar um restaurante em um posto de gasolina na avenida Washington Luís, na região sul de São Paulo. Decaria é apontado pela Justiça como um intermediário na contratação dos dois autores do crime.

Os mandantes seriam os empresários Willian Gonçalves do Amaral e Danilo Afonso Pechin. Os dois são sócios de uma empresa de comercialização de bitcoins e teriam encomendado o crime de pistolagem por causa de uma dívida de R$ 2 milhões que tinham com o advogado.

No alvará de soltura de Wilson Decaria Junior, a magistrada estabelece uma série de medidas cautelares, como o comparecimento ao Foro Central Criminal.

A juíza também cita decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, para determinar a soltura de Danilo Afonso Pechin sob a condição de não alteração de endereço. Edgar Acioli Amador, outro intermediário do crime, também foi beneficiado e posto em liberdade.

Segundo a magistrada, a decisão do ministro não se estende a Anderson da Silva e Carlos Eduardo Soares, ambos executores do homicídio, e Fontes e Willian Gonçalves do Amaral, pois eles têm longa ficha criminal e as suas prisões preventivas foram decretadas para assegurar a aplicação da lei penal.

Clique aqui para ler o alvará de soltura




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Revista Consultor Jurídico, 28 de fevereiro de 2020, 17h32

Comentários de leitores

2 comentários

Parabéns ao Supremo Tribunal Federal!

João B. G. dos Santos (Advogado Autônomo - Criminal)

Em especial ao Juiz Marco Aurélio Mello consoante consta do alvará de soltura.

Wilson decaria júnior

O IDEÓLOGO (Cartorário)

O assassinato de um advogado ocorrido em junho por conta de uma dívida de R$ 2,5 milhões leva a Polícia Civil a prender dois sócios da empresa de criptomoedas Valour Invest, suspeita de atuar em esquema de pirâmide financeira.
Segundo informações da Rede Globo, seis homens foram indiciados pela morte do advogado Francisco de Assis Henrique, morto em junho num posto de gasolina da Av. Washington Luís, em São Paulo. Três pessoas já foram presas e três ainda continuam foragidas.
Dois suspeitos de serem os mandantes do crime tinham uma dívida de R$ 2,5 milhões com o advogado. Isso teria motivado o assassinato.
De acordo com o relatório final da investigação, William Gonçalves Amaral e Danilo Afonso Pechin teriam contratado por R$ 500 mil Anderson da Silva Soares e Carlos Eduardo Fontes para executar o advogado.
A intermediação teria sido feita por Wilson Decaria Junior e Edgar Acioli Amador, donos de uma empresa de criptomoedas chamada Valour Invest.
Conforme foi gravado por câmeras de segurança, os suspeitos fizeram diversos disparos dentro de dentro de um carro em um posto de gasolina, fugiram e atearam fogo no carro em seguida.
Entre os suspeitos presos estão os sócios da Valour Invest e Danilo Pechin. William Amaral, acusado de ser um dos mandantes, viajou para Portugal logo depois do crime. Soares e Fontes, acusados de terem feito os disparos seguem foragidos. Eles já foram presos juntos por roubo e ameaça.
A Polícia Civil encaminhou o inquérito ao Fórum Criminal da Barra Funda (SP) com o pedido de prisão preventiva dos seis suspeitos, que é por tempo indeterminado. O pedido ainda deverá ainda ser analisado pela Justiça após passar pela análise do Ministério Público de São Paulo https://portaldobitcoin.com/policia-civil-de-sp-prende-socios-de-empres

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