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A arbitragem floresce, é cara, mas é muito mais rápida, diz Sérgio Bermudes

O Escritório de Advocacia Sérgio Bermudes, que completou 50 anos em dezembro, já abriga 140 advogados, 300 funcionários e 200 estagiários. Por volta de 80% da advocacia é contenciosa e 20%, consultiva. A parte contenciosa está muito voltada para a arbitragem nacional e internacional.

“A arbitragem está florescendo. O processo é caro, mas muito rápido. E da decisão dos árbitros não cabe recurso”, explica Bermudes à TV ConJur.

Ele teoriza por que clientes o procuram, mas deixa claro que gostaria que a busca fosse ainda maior. “Clement Attlee [primeiro ministro britânico que sucedeu a Winston Churchill em 1945] fazia um discurso no parlamento inglês e dizia que era um homem modesto, ao que Churchill, num aparte importante, disse que o eminente primeiro-ministro só tinha razões para ser modesto. Eu sou modesto porque só tenho razões para ser modesto. Mas por que sou procurado? Sou procurado, para repetir Eça de Queiróz, porque tem tabuleta na porta e as pessoas me procuram. E me procuram porque a gente é conhecido, porque o trabalho da gente é aplaudido, porque acabam noticiando o que a gente fez. Então, sem falsa modéstia, eu sou procurado por isso. Mas não sou suficientemente procurado e queria ter mais clientes."

Veja abaixo o quinto e último vídeo da entrevista de Bermudes à TV ConJur.




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Revista Consultor Jurídico, 26 de fevereiro de 2020, 13h57

Comentários de leitores

2 comentários

A arbitragem tem de ser rápida!

Professor Luiz Guerra (Advogado Sócio de Escritório - Comercial)

A arbitragem tem de ser rápida! Tem de ser rápida porque é da natureza da arbitragem que a causa seja decidida por árbitros, conhecedores, em tese, da matéria levada à apreciação. Ademais, a arbitragem requer celeridade e pacificação entre os contendores, daí por que a sentença arbitral não admite recurso. Todavia, no Brasil, dois entraves têm afugentado o empresariado da arbitragem, quais sejam: o alto custo e a desconfiança no procedimento. É necessário realizar campanha esclarecedora sobre a arbitragem e suas vantagens em relação ao Poder Judiciário. As Câmaras de Arbitragem, com o apoio das Juntas Comerciais e Associações Empresariais, devem esclarecer a população em geral e, em particular, os empresários sobre as vantagens da utilização da arbitragem. Somente com a publicidade e campanha esclarecedora é que se vencerá o preconceito no uso da arbitragem como meio alternativo de conflitos.
Professor Luiz Guerra

Obrigação de ser rápida.

José C. de Oliveira (Advogado Autônomo)

Faz tempo que olho com certa "desconfiança" a euforia em relação ao instituto da arbitragem como uma "fórmula mágica" para auxiliar a solucionar a crônica morosidade da justiça brasileira.
Não existe como comparar uma justiça que, até por comando constitucional, deve ser acessível a todos, com meios alternativos de solução a que só os abastados podem ter acesso devido aos custos.
Mais ainda, não há como comparar a celeridade e efetividade de um meio que, salvo casos excepcionalíssimos, possui decisão irrecorrível, com a realidade da nossa justiça e seus (quase) infindáveis recursos, como se um servisse de parâmetro a outro.
Se todos os julgadores de todos os tribunais e varas do país, fossem erigidos à condição de árbitros únicos, ou, conforme o caso, fossem reunidos em "tribunais arbitrais" (que tem composição reduzida), se suas decisões fossem definitivas e irrecorríveis e, além disso, não houvesse "limitação" de valores relativos às custas do procedimento (sendo determinadas, é claro, pelo valor do litígio), o resultado seria, logicamente, uma maior celeridade e melhores condições estruturais.
Enfim, uma "solução", como sempre, para o "andar de cima".

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