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"Sou radicalmente contra a transmissão das sessões do STF", diz Sérgio Bermudes

O Escritório de Advocacia Sérgio Bermudes completou 50 anos no ano passado. Seu fundador, Sérgio Bermudes, tornou-se um dos mais influentes advogados brasileiros. Suas relações profissionais e de amizade espraiam-se pelo mundo artístico, da imprensa, da política, da economia e, claro, da Justiça.

Com o passar dos anos, a banca virou parada obrigatória de candidatos ao Supremo Tribunal Federal, ao Superior Tribunal de Justiça e a outras cortes. Ter o apoio de Bermudes tem significado.

Em entrevista concedida à ConJur em 2018, Bermudes falou sobre o ofício do advogado, sua importância para a democracia, citou grandes nomes da profissão e defendeu a imprensa livre.

Também falou sobre o modelo de deliberação da Suprema Corte dos Estados Unidos, comparando-a ao do STF — primeira parte da entrevista, selecionada pela TV ConJur.

Para o advogado, a Suprema Corte daquele país é o melhor modelo de órgão jurisdicional, devido ao modo de comportamento do tribunal.

"São nove juízes e eles não dão entrevistas, não levam a público suas divergências. Ouvem a argumentação em público, mas deliberam em sessão fechada. E dizem as pessoas que conhecem os intestinos da corte que, quando eles se trancam e alguém passa em frente, tem a impressão de que eles estão se engalfinhando até fisicamente, pela quantidade de gritos, de afirmações. Mas, terminada a discussão, cada juiz aperta a mão dos outros, e então eles dão o resultado da deliberação e não há um relator para o acórdão. O presidente, que é o chief justice, designa um dos juízes para redigir o julgamento, a decisão", narra Bermudes.

Já o Supremo Tribunal Federal, aponta o advogado, extrapola suas funções em certos momentos. A seu ver, a Constituição Federal de 1988 "não deu ao Supremo o poder de fazer justiça em toda e qualquer situação, apenas organizou o Judiciário".

O advogado também diz ser "radicalmente contra" a transmissão de julgamentos pela televisão. A prática, em sua opinião, estimula o exibicionismo dos magistrados.

Confira abaixo o primeiro trecho da entrevista selecionado pela TV ConJur:

Revista Consultor Jurídico, 22 de fevereiro de 2020, 11h35

Comentários de leitores

11 comentários

Quem quer babcalhau? Terezinha ? Huhu...

Riobaldo (Advogado Autônomo - Civil)

Excelente matéria para reflexão as vésperas da quaresma após o carnaval...O colega Bermudes se diz contra as Sessões do STF divulgadas ao vivo pela televisão. Discordo em parte pelo fundamento mais simples que existe. Quanto mais exposição pública de suas excelências, mais envaidecidas e deslumbradas ficarão ao calor e luz dos holofotes,, Daí, mais se aproximarão daquele que tem sido ao longo dos milênios o pecado preferido do Diabo: a vaidade - 'Vanitas vanitatis et omnia vanitas." Uma instituição composta por agentes públicos vaidosos, ficará exposta a todos os vícios da virtude. E como toda instituição em decadência, impõe-se uma reforma saneadora e de viés verdadeiramente democrático.

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Quem quer babcalhau? Terezinha ? Huhu...

Riobaldo (Advogado Autônomo - Civil)

Excelente matéria para reflexão as vésperas da quaresma após o carnaval...O colega Bermudes se diz contra as Sessões do STF divulgadas ao vivo pela televisão. Discordo pelo fundamento mais simples que existe. Quanto mais exposição pública de suas excelências, mais envaidecidas e deslumbradas ficam pelo calor e luz dos holofotes,, Daí, mais se aproximam daquele que tem sido ao longo dos milênios o pecado preferido do Diabo: a vaidade - 'Vanitas vanitatis et omnia vanitas'. Nada mais frágil, nada mais fácil de manipular que um sujeito vaidoso...De corolário, um Estado Juiz com essa conformação estará fadado ao ridículo, ao escárnio, et ipso facto, ao total descrédito dos seus jurisdicionados.Tenho dito.

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Quem quer babcalhau? Terezinha ? Huhu...

Riobaldo (Advogado Autônomo - Civil)

Excelente matéria para reflexão as vésperas da quaresma após o carnaval...O colega Bermudes se diz contra as Sessões do STF divulgadas ao vivo pela televisão. Discordo pelo fundamento mais simples que existe. Quanto mais exposição pública de suas excelências, mais envaidecidas e deslumbradas pelos holofotes, mais se aproximam daquele que tem sido ao longo dos milênios o pecado preferido do Diabo: a vaidade - 'Vanitas vanitatis et omnia vanitas'. Nada mais frágil, nada mais fácil de manipular que um sujeito vaidoso...De corolário, um Estado Juiz com essa conformação estará fadado ao ridículo, ao escárnio, et ipso facto, ao total descrédito dos seus jurisdicionados.Tenho dito.

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