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Fatos de 2016

Promotor do Rio é preso acusado de receber propina em esquema de ônibus

A Polícia Federal cumpriu nesta segunda-feira (3/2) mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, contra o promotor do Ministério Público fluminense Flávio Bonazza. Ele é acusado de receber propina de esquema no transporte público do Rio.

Promotor é acusado de receber propina de empresas de ônibus do Rio de Janeiro
Reprodução

Segundo a PF, o promotor é acusado de receber vantagens para arquivar investigações e vazar informações em benefício de empresários de ônibus.

A defesa de Bonazza disse ter recebido “com absoluta indignação” a notícia sobre a prisão de seu cliente, porque os fatos que embasam o pedido de prisão datam de 2016 e são baseados “exclusivamente nas palavras de criminosos confessos sem qualquer prova de corroboração”.

“O absurdo da prisão se torna ainda mais eloquente se consideramos que o senhor Flávio Bonazza tem uma carreira imaculada e postulou em juízo para produção de uma série de provas para afastar por completo as falsas acusações que são lançadas criminosamente contra ele”, diz nota da defesa. Com informações da Agência Brasil.

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Revista Consultor Jurídico, 3 de fevereiro de 2020, 19h12

Comentários de leitores

2 comentários

Representantes da Lei se consideram superiores e intocáveis

Marcelo F da S Bernardes (Contabilista)

Observando os últimos anos o comportamento e a imagem de cada esfera representante ligado ao Poder Judiciário, vemos que, o poder do cargo é altamente influenciável e que no meio caminho perde-se o espírito do juramento feito de se fazer cumprir a Lei na sua essência, a imparcialidade. Claro que temos as exceções e são minoria. Os ocupadores desses cargos são consumidos por um escuridão interna da própria vida onde acreditam no poder de seu cargo e status, que não serão denunciados e punidos por suas ações, e quando elas surgem, irão se manifestar e dizer que são inocentes. E que os delatores são mentirosos e que em hipótese alguma se envolveriam em fraudes, corrupção e outros ilícitos. Eles são seres humanos e falhos mas a arrogância não os deixa aceitar e perceber os fatos. Nesse momento só mostram como são covardes. Portanto, hoje podemos afirmar que o caráter e a dignidade humana são inferiores quanto ao poder e ao status. Manter o seu caráter sem mancha não é para qualquer um. É preciso coragem e fé para se torna um Ser Humano.

Pena máxima

Bruno Castellar (Advogado Autônomo - Administrativa)

Este promotor certamente sentira os rigores da lei no processo administrativo pegando a pena máxima de Aposentadoria Compulsória com seu mísero salario de 35 mil reais.

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