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Comentários de leitores

4 comentários

Artigo pertinente e revelador

AC-RJ (Advogado Autônomo)

O artigo expõe de maneira muito esclarecedora uma situação que é inegável e de conhecimento geral, a famigerada indústria da multa. Os entes federativos deturparam a finalidade do Código de Trânsito, que visa principalmente a defesa da vida, como consta no seu artigo 1º, parágrafo 5º, e o utilizam como fonte ilícita de receita, espoliando os motoristas.

Há atitudes imorais dos entes públicos que se verificam no dia-a-dia tais como radares fixos escondidos, radares móveis subitamente colocados em locais ocultos ou inesperados, limites de velocidade incompatíveis com a estrutura da via, etc. Por exemplo, nas rodovias estaduais no RJ constantemente se vêem radares fixos com limites indevidos de velocidade de 40 ou 50 km/h em trechos seguros à direção e com população escassa ou desabitados, ou seja, sem razão lógica alguma.

A imposição de velocidades-limite incompatíveis é muito utilizada pela fúria arrecadatória devido à possibilidade de auferir grandes quantias. Como um exemplo, imaginemos que num trecho reto e seguro de uma rodovia se estipule o limite de 40 km/h. Assim, um motorista dirigindo a 70 km/h, uma velocidade baixa para estas condições, caso não veja o radar seria surpreendido e sofreria uma pesada multa, grandes despesas e sanções severas, pois teria excedido em mais de 50% o limite de velocidade da via.
Por outro lado, o Poder Público se nega a construir passarelas onde são necessárias. Prefere a instalação de radares porque a prioridade é a arrecadação ao invés da defesa da vida. Com isto, o pedestre continua se expondo a ser atropelado e o motorista reduz a velocidade inutilmente. Mesmo com a velocidade do tráfego reduzida para 40 ou 50 km/h obviamente um pedestre não consegue atravessar uma rodovia com segurança.

recurso de TODOS os tipos de infração.

Pedro Melo (Advogado Assalariado - Civil)

Essa apostila tem tudo que precisa saber sobre recorrer e não pagar multa, vale a pena conferir, ainda mais com os aumentos abusivos de multa, modelos pra recurso de TODOS os tipos de infração.

http://bit.ly/naopaguemulta

Não pague mais multa

Pedro Melo (Advogado Assalariado - Civil)

Essa apostila tem tudo que precisa saber sobre recorrer e não pagar multa, vale a pena conferir, ainda mais com os aumentos abusivos de multa, modelos pra recurso de TODOS os tipos de infração.

http://bit.ly/naopaguemulta

Indústria da opinião

Felipe Marthan Fonseca da Silva (Servidor)

O estimado colunista critica a "indústria da multa", mas foca sua crítica às infrações que não colocam em risco a integridade física das pessoas, como dirigir sem portar a documentação exigida, desrespeitar o rodízio, etc.
Nada obstante, para haver uma indústria, suponho que as tais multas desmedidas deveriam representar grande parte das sanções aplicadas, certo? Pois não é o que ocorre.
Dois terços das multas aplicadas são relativas à excesso de velocidade. Parte relevante do último terço é abarcada por infrações tais como avançar o sinal vermelho do semáforo ou a parada obrigatória e não utilizar cinto de segurança.
Parte ínfima das multas de trânsito aplicadas no Brasil remontam às mencionadas pelo emissor.
Onde está, pois, a indústria?

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