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Comentários de leitores

32 comentários

Espionagem não foi Hackers

Gilberto Serodio Silva (Bacharel - Civil)

Completamente desprovida de fundamentos técnicos porque não dizer, estupida, essa tese que Hackers “Tabajara” identificados às pressas pela PF passaram 3 anos invadindo centenas de celulares para obter mensagens, áudios e conversas. Os Servidores do Telegram situados em Dubai Emirados, desprovidos de Firewall e criptografia foram invadidos, todas as mensagens, áudios e conversas de voz, localizados e baixados para outro computador onde foram classificadas e indexadas por data, hora, personagens, assuntos, localizações, dispositivos utilizados, depois categorizados e correlacionados, criando-se Dashboards Telas de pesquisas da mesma forma da classificação supracitada para pesquisas por jornalistas do The Intercept que as trouxeram a público. Vale lembra que o fundador do The Intercept Brasil foi quem em 2014 trouxe a público as revelações do ex agente da CIA e operador da NSA, Edward Snowden, hoje cidadão Russo, de quem ficou amigo. Esses Hackers Tabajara na operação Spoofing foram para amenizar o fiasco de Sérgio Moro e Lava Jatos, vítimas deles mesmo. Observem que nas mensagens e áudios revelados tem apenas uma com um Delegado da PF. Telegram é do gênero WhatsApp não faz Compliance com Marco Civil da Internet, LGPD nenhuma legislação Btasileira é uma Rede Pública vulnerável de alto risco como a mídia policial vem mostrando em fraudes e furtos bancários on-line real time, no Bradesco em 2019 foram mais de hum bilhão de reais, segundo o presidente em entrevista ao Poder 360. Essa de Hackers é piada, ridículo.

Prova ilícita !

JCCM (Outros)

É uma verdadeira aberração, surreal, desonesto, o argumento daqueles que outrora aplaudiam as insistentes tentativas de aceitar provas ilícitas como meio de acusação, que por si só seria algo sem precedentes a violar garantias fundamentais da dignidade humana, agora reclamem que provas adquiridas com máculas de origem não possam ser aceitas para a defesa.

Tais afirmativas causam repulsa diante de tamanha insanidade.

A paixão cega pela acusação justiceira afasta o sagrado senso de JUSTIÇA maiúscula que o magistrado obriga-se, em juramento formal, a entregar.

Ao violar a imparcialidade um juiz se afasta de seu mister, assim como um procurador, ao se distanciar da promoção de JUSTIÇA (promotor de justiça) se deixando entorpecer pelos holofotes da vaidade que o justiçamento sempre entrega perante incautos populares.

Oxalá tenhamos a normalidade de juízes que velem pelo direito posto, equidistantes da acusação e da defesa, e estes, também, imprescindíveis a administração da justiça, não enveredem por caminhos pavimentadas por elementos de falta de ética profissional.

Nunca é demais lembrar

Afonso de Souza (Outros)

As condenações proferidas por Moro foram confirmadas nas instâncias superiores, e por unanimidade. O corrupto tentou (e ainda tenta) politizar o processo para não ter que enfrentar o mérito e o conjunto probatório contra ele.

O mar de corrupção continua asfixiando o brasil

DAGOBERTO LOUREIRO - ADVOGADO E PROFESSOR (Advogado Autônomo)

O artigo em tela é claramente tendencioso. Tão tendencioso que nem mesmo vem assinado, o que demonstra que seu autor prefere continuar trabalhando nas sombras.
Mas não deixa de ser estranho que se extraiam considerações malévolas sobre pessoas que não fazem parte do processo e que atuaram em nome e por conta do Poder Judiciário, realizando um trabalho extraordinário, que elevou o nome do Brasil aos olhos do mundo.
No caso, trata-se de uma reclamação de um notório corrupto, que passou uma longa temporada na prisão, mas teve sua liberdade autorizada por decisão do STF, que mudou em sentido contrário sua jurisprudência, que logrou ser aplicada precariamente durante apenas três anos. Nessa reviravolta, contabiliza-se o assassinato de um eminente Ministro da Corte.
Pretende-se agora que o referido meliante possa ser candidato no próximo pleito presidencial, numa farsa eleitoral, em que se pretende um confronto entre direita e esquerda. Mas há um detalhe: não existe esquerda no Brasil, assim como não existe oposição. Aquele que seria o candidato da “esquerda” é uma criação da ditadura, mais precisamente do general Golbery do Couto e Silva.
Por outro lado, pelo andar da carruagem, vê-se que o STF voltou aos seus gloriosos tempos de impunidade absoluta para os políticos. Antes do mensalão, o Supremo ficara 50 anos sem condenar um único político, apesar do mar de lama que sempre vigorou em Brasília, sem sofrer qualquer abalo.
Reparem que o texto diz, cinicamente, que alguns procuradores negaram a veracidade dessa prova, “de forma ensaiada”.
Vejam bem: não podem se defender nos autos do procedimento em tela, pois não são réus e claramente não cometeram crime nenhum, mas mesmo assim o anônimo articulista coloca em dúvida a inteireza de seus pronunciamentos.

Adir Campos (Advogado Autônomo - Administrativa

Professor Edson (Professor)

Vale sempre salientar que são situações diferentes, gravação ambiental não é necessariamente uma invasão, principalmente se for feita em local público.

Sem ressalvas

Adir Campos (Advogado Autônomo - Administrativa)

1. A defesa pode usar a prova ilícita para repelir a acusação. Não há ressalva, e isso é uma questão superada na doutrina e na jurisprudência.
2. Ocorre que o mais importante, no caso, não é isso. Um juiz não pode ter duas caras, e as gravações incomodam pois desmascara a farsa de um político-de-toga, que jogou para um dos lados da torcida por carreirismo. Isso é inaceitável para quem supostamente defende a moralidade pública.
3. Portanto, mesmo oriunda de meio ilícito, a prova dessa bandalheira não pode ser ignorada por um artifício, aliás, muito conveniente agora, pois no passado o próprio Moro disse que o mais importante das gravações ilícitas eram o seu conteúdo.

Respondendo

Afonso de Souza (Outros)

É leviandade acusar Moro de carreirista. As condenações que proferiu foram confirmadas, e por unanimidade, nas instâncias superiores (conteúdo e forma). Além disso, à época em que ocorreram, não havia no horizonte político quem pudesse dizer que Bolsonaro seria o presidente da República.

Mais ainda: não há nada que tenha sido revelado até agora que justifique a nulidade dos processos, muito menos haver provas forjadas.

Autenticidade?

acsgomes (Outros)

A perícia prova a integridade das mensagens apreendidas na mão do hacker. Mas provam a autenticidade também? Não vi nenhuma menção a esse aspecto?

A reação do ex-juiz

Adir Campos (Advogado Autônomo - Administrativa)

1. A maior prova da autenticidade da gravação veio da reação do próprio juiz ao ser questionado dos motivos que o levaram a fornecer prova para a acusação, fora do processo e sem a prévia manifestação da defesa. Ele nunca negou a existência das conversas, apenas relativizou a importância.
2. Entretanto, é curioso o fato que os defensores daquelas barbaridades, em vez de tentarem justificar o procedimento, agora se prestem à difícil tarefa de questionar a autenticidade da conversa, ou, ainda, que prova ilícita não vale.
3. Portanto, ao tentarem desacreditar a veracidade ou existência das sinistras gravações, os renitentes bedéis do ex-magistrado acabam por admitir, ainda que de forma oblíqua, que, de fato, um juiz não pode ter duas caras.

Autenticidade (2)

acsgomes (Outros)

1. A reação do próprio juiz não vale como prova de autenticidade de coisa alguma.
2. Barbaridade é corrupto escapar da condenação ou o Kakay desfilando de bermuda no STF. Que eu saiba, nenhuma prova nos processos da LJ foi fabricada.
3. Por um acaso você viu uma das mensagens publicadas pelo Intercept que veio do futuro? A mensagem era de outubro e publicaram em junho ou julho. Está aí a "autenticidade" provada das mensagens...

Moralismo seletivo e hipocrisia

Adir Campos (Advogado Autônomo - Administrativa)

1. Barbaridade não é só corrupto escapar da prisão; barbaridade também é o suposto "corrupto" ser julgado por juiz corrupto.
2. Portanto, é um curioso paradoxo combater combater corrupção através da corrupção. A isso se chama de moralismo seletivo e hipocrisia, e somente parvos não se dão conta disso. Ou fingem não saber do que se trata.

Imoralidade mesmo...

acsgomes (Outros)

1- Juiz que condena corruptos é corrupto? Acusar de parcialidade vá lá, mas de corrupção é besteirol puro. Simples bobagem.
2- O juiz Moro não foi parcial e muito menos corrupto. Quem acredita nisso faz parte do time dos sem noção que não se dão conta que estão em andamento várias tentativas de anular a Lava Jato (ou parte dela) assim como no passado anularam a Satiagraha e Castelo de Areia. E se tem noção, aí é caso de imoralidade mesmo.

Tentativa patética

Adir Campos (Advogado Autônomo - Administrativa)

1. Então Moro não é parcial e corrupto? Ora, seu próprio comentário indiretamente já sugeriu que Moro foi parcial e corrupto.
2. Afinal, se as gravações não revelassem conduta parcial e desonesta do ex-juiz, certamente o senhor não se ocuparia em desacreditar a sua autenticidade. Por qual motivo alguém colocaria dúvida na veracidade de uma conversa se não tivesse
conteúdo desonesto? Não é curioso?
3. Perdoe-me, ilustre e culto jurisconsulto, mas se trata de uma tentativa patética de proteger o ex-político-de-toga, pois a perícia e o próprio Moro não deixaram dúvida que, de fato, as sinistras conversas dele com Dallagnol existiram. E são uma descarada vergonha para o Judiciário e o Ministério Público.
4. De resto, basta ver o que sobrou do herói da direita conservadora: depois do pretenso "paladino da justiça" virar subalterno do principal inimigo do réu, a quem ajudou a se reeleger, agora ganha polpudos honorários trabalhando em escritório de advocacia que presta serviços para Odebrecht, empresa que foi duramente atingida pela Lava-Jato.

Correção

Adir Campos (Advogado Autônomo - Administrativa)

Correção: Leia-se "ajudou a eleger" em vez de "ajudou a se reeleger".

E continua a tentativa imoral de proteger corruptos...

acsgomes (Outros)

1- Meu comentário sugeriu? Então faça uma nova leitura. Creio que o Sr. tem problemas de interpretação de texto.
2- Pura falácia. Afinal de contas, para se discutir sobre o conteúdo de mensagens há que se provar primeiro sua autenticidade. Certo?
3- Tentativa patética é a de usar algumas mensagens selecionadas a dedo, editadas pelo Intercept (veja mensagem do futuro), dentro de um contexto de mais de 5 anos para salvar os políticos corruptos.
4- Há algo de ilegal em trabalhar no setor de compliance da referida empresa? Ou é só mais uma tentativa patética de ver imoralidade onde não existe?

E continua a tentativa imoral de proteger corruptos...

Não é as mensagens do intercept

Lucas eterno aprendiz (Estudante de Direito)

As mensagens periciadas não são as divulgadas pelo intercept, mas sim as apreendidas dos hackers.

Fato !

Ronaldo Alves hannouche (Prestador de Serviço)

Ademais, as tais mensagens não desmentem o fato de que os condenados são ladrões. Única questão que ainda precisa ser esclarecida e porque a lava jato só atingiu um lado. Quando agora vemos que haviam denuncias contra cabeças coroadas do PSDB. Não basta prender um dos cabeças da quadrilha (lula) , tem que pegar TODOS.

Ao Ronaldo Alves hannouche (Prestador de Serviço)

Afonso de Souza (Outros)

Você está mal informado. Políticos de vários partidos foram processados e condenados no âmbito da Lava Jato. E outros ainda o serão. Ocorre que o PT, o cabeça da coalizaõ, era o dono da chave do cofre e das canetas das nomeações.

Aviso

Professor Edson (Professor)

Só um aviso para os ativistas anti-lava jato, a constituição não faz distinção das provas da acusação com as provas da defesa, prova é prova e ponto.,daqui a pouco vão inventar que advogado de defesa pode tudo, o processo de suspeição é absolutamente criminal, então isso que foi inventado pelo Gilmar Mendes não tem respaldo jurídico, amanhã por exemplo se aparecer um hacker com informações roubadas do celular do ministro Gilmar que ele recebeu propina para soltar alguém , mesmo que tais provas fossem contundentes, pelo fato da invasão não ter sido autorizada e ter sido obtidas mensagens através de um ato criminoso, o caso seria arquivado. É o caso do fruto da árvore envenenada, A doutrina dos frutos da árvore envenenada (em inglês, “fruits of the poisonous tree”)[1] é uma metáfora legal que faz comunicar o vício da ilicitude da prova obtida com violação a regra de direito material a todas as demais provas produzidas a partir daquela. Aqui tais provas são tidas como ilícitas por derivação. É o caso, por exemplo, da obtenção do local onde se encontra o produto do crime através da confissão do suspeito submetido à tortura ou realização de escutas telefônicas sem mandado judicial.

Complemento

Professor Edson (Professor)

E para complementar, o defensor não está amordaçado, e muito menos proibido de agir, se caso ele tem absoluta certeza e indícios robustos que no celular de tal pessoa está caracterizado a inocência do seu defendido, ele então busca as autoridades, mostra os indícios e com isso consegue uma autorização judicial para invadir ou realizar escutas telefônicas, tudo com o aval da justiça, é assim que funciona, não é pelo fato de ser defensor que ele pode invadir celular por aí, não pode.

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