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Abuso de poder

MP pede inelegibilidade de Crivella por uso de "guardiões" em hospitais municipais

O Ministério Público Eleitoral pediu, nesta quarta-feira (16/12), que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos) fique inelegível por oito anos por abuso de poder político no caso que ficou conhecido como “guardiões do Crivella”.

MP afirma que Marcelo Crivella cometeu abuso de poder político
Tomaz Silva/Agência Brasil

Segundo a Promotoria, ao longo do ano e especialmente durante a epidemia da Covid-19, servidores públicos municipais foram designados para ficar de prontidão nos hospitais da rede municipal do Rio, com o objetivo de impedir e dificultar reportagens sobre a precária situação da saúde pública. Os servidores foram organizados em grupos de conversa do aplicativo WhatsApp (“guardiões do Crivella”, “assessoria especial GBP” e “plantão”), nos quais recebiam suas designações, sendo definidas as “equipes” que compareceriam a quais locais.

Os servidores designados recebiam ordens e prestavam contas ao servidor Marcos Paulo de Oliveira Luciano, assessor especial de Crivella e administrador dos grupos de conversa. Do mesmo modo, os servidores eram advertidos, cobrados e elogiados pelo desempenho das atividades, destacou o MPE.

Para o órgão, Marcelo Crivella fez uso dos serviços de servidores públicos do Executivo municipal, durante o horário de expediente normal, para blindagem e promoção de sua imagem pessoal e de sua candidatura à reeleição – ele foi derrotado por Eduardo Paes (DEM).

Dessa maneira, o MPE pediu o reconhecimento da prática de abuso de poder político, com a declaração de inelegibilidade de Crivella, sua candidata a vice-prefeita, Andrea Louriçal Firmo de Araújo, e Marcos Paulo de Oliveira Luciano pelos próximos oito anos, além da aplicação de multa. Com informações da Assessoria de Imprensa do MP-RJ.




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Revista Consultor Jurídico, 17 de dezembro de 2020, 14h35

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