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Esclarecimentos ao STF

Ramagem admite ter participado de reunião, mas nega relatórios para Flávio

Alexandre Ramagem, chefe da AbinTomaz Silva/Agência Brasil

Após a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, conceder um prazo de 24 horas para para que o ministro-chefe do GSI, general Augusto Heleno, e do diretor da Abin, Alexandre Ramagem, deem explicações sobre relatórios que teriam sido feitos para auxiliar a defesa do senador Flávio Bolsonaro, o chefe da Abin decidiu se pronunciar.

Em sua manifestação, Ramagem negou que a agência tenha produzido relatórios para orientar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no "caso das rachadinhas".

Confirmou apenas que participou de uma reunião com os advogados do filho do presidente, mas que o encontro não gerou nenhum resultado formal ou uso da estrutura pública que justifique a ação judicial.

Outro questionado, o general Augusto Heleno, sustentou que o STF deve intimar o jornalista Guilherme Amado, da revista Época, para que ele apresente os relatórios mencionados.

"Nesse sentido, encareço ao STF a citação do jornalista que detém os dados do suposto documento produzido pela Abin para que forneça os relatórios citados a fim de que seja possível a adoção das eventuais medidas cabíveis."

Ambos defenderam que a reunião com os advogados de Flávio não é ilegal, já que cabe ao GSI zelar pela segurança do presidente e seus familiares.

ADI 6.529




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Revista Consultor Jurídico, 15 de dezembro de 2020, 22h18

Comentários de leitores

2 comentários

Gal. Heleno coloca os pingos nos ís.

KRocha (Funcionário público)

Correto o requerimento do General Heleno para que o jornalista apresente em juízo os referidos relatórios. Havendo a perícia dos mesmos, facilmente a ABIN descobrirá QUEM "supostamente forjou" os documentos.

Sem surpresas!

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

Não há outra coisa a não ser esperar um aparelhamento da segurança pública promovido por este pífio (DES)governo. E, ainda, há aqueles que acreditam que o beócio que senta na cadeira presidencial é o arauto da probidade e do combate à corrupção - só sendo muito alienado ou inocente para acreditar nisso.

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