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Nova direção

Chapa 1 vence eleição e irá compor a diretoria executiva do IBCCrim

A advogada Marina Pinhão Coelho Araújo será a nova diretora-presidente do IBCCrim
Reprodução/Youtube

A Chapa 1 é a grande vencedora da eleição do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim). O resultado será homologado em assembleia geral da entidade que acontece nesta quinta-feira (10/12).

A votação foi online e a Chapa 1 obteve 559 votos. A Chapa 2 recebeu 444 votos e ainda houve 8 votos em branco.

Os integrantes da chapa vencedora assumem os cargos na Diretoria Executiva, Conselho Consultivo e Ouvidoria do Instituto a partir de janeiro de 2021.

Veja a composição da chapa vencedora:

Diretoria Executiva
- Diretora-Presidente: Marina Pinhão Coelho Araújo
- 1º Vice-Presidente: Alberto Zacharias Toron
- 2º Vice-Presidente: Fábio Tofic Simantob
- 1º Secretário: Bruno Salles Pereira Ribeiro
- 2º Secretário: Felipe Cardoso Moreira de Oliveira
- 1º Tesoureiro: Rafael Serra Oliveira
- 2º Tesoureiro: Renato Stanziola Vieira
- Diretora Nacional das Coordenadorias Regionais e Estaduais: Maria Carolina de Melo Amorim

Conselho Consultivo
- Conselheira: Ela Wiecko Volkmer de Castilho
- Conselheira: Helena Regina Lobo da Costa
- Conselheiro: Márcio Gaspar Barandier
- Conselheiro: Thiago Bottino do Amaral
- Conselheira: Carla Silene Cardoso Lisboa Bernardo Gomes

Ouvidoria
- Ouvidora: Cleunice Valentim Bastos Pitombo

Eleição conturbada
As eleições desse ano foram conturbadas. Em um texto que circulou no WhatsApp, a atual presidente do instituto, Eleonora Rangel Nacif, disse não apoiar o movimento capitaneado pelo tesoureiro Yuri Felix. As declarações foram feitas antes mesmo de Felix inscrever a chapa. 

"O motivo é simples: seria incoerente da minha parte apoiar uma chapa idealizada por homens, paulistas, cuja construção se deu de maneira pouquíssimo transparente. Além disso, o candidato Yuri Felix já se manifestou contrariamente ao posicionamento do IBCCrim na questão do controle de armas. Uma posição armamentista mudaria completamente o espectro ideológico da instituição, ainda mais diante do momento político que o país atravessa", disse na ocasião. 

Felix disse que o episódio é apenas uma falsa polêmica. "Sobre o desarmamento, a deliberação da instituição é cristalina: o IBCCrim já se posicionou várias vezes contra o armamento. Então é com base nesse sentimento que compomos a chapa", afirmou à ConJur

Impugnações
A composição das chapas também foi problemática. Apenas duas chapas foram inscritas, uma encabeçada por Yuri Felix e outra liderada pela advogada Marina Pinhão Coelho Araújo. 

No caso da chapa de Felix, a inscrição não fora inicialmente homologada, levando em conta que cinco integrantes não atenderam a critérios do edital. Isso porque os postulantes precisam ter participação efetiva na entidade durante ao menos três anos ou cinco anos de filiação.

A Chapa 2 conseguiu regularizar a sua situação e depois questionou a composição da Chapa 1, que contaria com membros inelegíveis. De acordo com documento apresentado por Felix, a candidatura da Chapa 1 infringiria as normas do IBCCrim — as mesmas que preveem a necessidade de cinco anos ininterruptos e consecutivos de filiação dos postulantes.

O grupo eleitoral reconheceu a inelegibilidade dos membros e abriu prazo de quatro dias corridos para a substituição, reconhecendo que teria sido um erro cometido pelo grupo de trabalho a presença de alguns integrantes na composição da chapa. Os nomes foram substituídos e o pleito correu normalmente. 




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Revista Consultor Jurídico, 9 de dezembro de 2020, 20h17

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