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Irmãos Batista vão pagar R$ 1 bi para salvar acordo com a PGR

7 de dezembro de 2020, 18h14

Por Redação ConJur

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A equipe do procurador-Geral da República, Augusto Aras, chegou a um acordo com os representantes dos empresários Joesley e Wesley Batista para preservar o acordo de delação premiada feito em 2017, ainda na gestão do então procurador-geral Rodrigo Janot. A informação foi confirmada pela PGR.

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Os irmãos Wesley (esq.) e Joesley Batista
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Pelo acerto assinado nesta segunda-feira (7/12), os irmãos Batista, controladores da holding J&F, concordaram em pagar mais de R$ 1 bilhão para mantê-lo, além de cumprir pena privativa de liberdade. A J&F não se manifestou sobre a repactuação. No acerto feito com Janot e depois com Raquel Dodge, antecessores de Aras, os valores eram bem menores, na casa dos R$ 100 milhões para cada um dos irmãos. Da parte dos empresários, o acordo foi conduzido pelo advogado André Callegari.

A colaboração, no entanto, passou a ser reavaliada depois que gravações indicaram que o então procurador Marcelo Miller teria sido contratado pelo escritório Trench, Rossi e Watanabe que atendia a J&F. A alegada omissão serviu de argumento para que Janot pedisse a anulação do acordo. Posteriormente, contudo, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região trancou a ação penal sobre o caso Marcelo Miller por não encontrar ilicitude na contratação do ex-procurador pelo escritório.

(Texto alterado às 11h24 de 8/12 para acréscimo e correção de informação)