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Roupa nova

Aras institucionaliza "lava jato" e transfere papel para Gaeco

A "lava jato" de Curitiba deve ter seus trabalhos prorrogados até o final do ano que vem. Mas não mais sob a direção artística de qualquer "força tarefa" — nome fantasia de órgão que não existe no organograma do Ministério Público Federal. O papel, com novos atores, será do Gaeco — Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal no Paraná (Gaeco/MPF/PR).

A ideia de institucionalizar o combate à corrupção em todas as frentes poderá ser adotada em outros estados. Os Gaecos existem há 25 anos nos Ministérios Públicos estaduais. No âmbito federal, existem há seis anos, mas a implementação nos primeiros estados só aconteceu na gestão de Aras. O Rio de Janeiro, por exemplo, ainda não fez essa opção.

O personalismo e a distribuição dirigida de processos, em São Paulo, teve outra solução. A procuradora Viviane Martinez, encarregada de rever o sistema, estancou os vícios detectados, retirando da autoapelidada "força tarefa" os casos que nada tinham a ver com o processo relacionado à Petrobras.

Segundo um procurador, a preocupação da PGR é preservar a legitimidade do combate aos crimes de colarinho branco. A desmoralização de protagonistas e de seus métodos, argumenta, não pode comprometer o papel da instituição. Com a entrada dos Gaecos em cena, o que parecia ser projeto pessoal de algumas pessoas, passa a ser uma ação oficial do MPF, fiscalizada e controlada.




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Revista Consultor Jurídico, 7 de dezembro de 2020, 9h52

Comentários de leitores

5 comentários

Medida acertada

Limago (Advogado Autônomo - Civil)

Parabéns ao PGR...cortou o mal pela raiz e preservou a Instituição MPF...caso não tomasse essa medida o descrédito era inevitável...

Instrumentalização do sistema de justiça

Fabio P. Camargo (Administrador)

Todos, os que observam o quadro geral, identificam o viés do sistema. De há muito foi instrumentalizado para atender interesses imperantes. Fato evidenciado ao longo da história, é irrefutável. O que se vê agora é apenas uma inversão de pesos nos pratos da balança do poder. Retira-se peso da lava-jato, cujo objetivo foi cumprido, para repô-lo onde sempre esteve. Todos sabiam, ou assim deveriam saber, que a lava-jato foi um instrumento, uma ferramenta especial feita para um único fim. Fim atingido não tem mais qualquer utilidade e deve ser descartada. E la nave va.

E a Covid-19 ?

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Será que o GAECO poderia se dignar a investigar todas as aquisições de medicamentos, testes, máscaras, VACINAS em torno da dita "pandemia" ?
O Povo brasileiro agradece.

Para a Conjur

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Hoje, ao entrar no meu perfil do Facebook, deparei com um comentário numa postagem de um artigo, "Covid Vaccine is Female Sterilization - Head of Pfizer Research". sobre denúncias do Dr. Wolfgang Wodarg e Dr. Mike Yeadon, publicado no site "theplatform.ie".
A referida postagem fiz também hoje, juntamente com outras sobre vacinas e lockdown.
O indivíduo, no espaço dos comentários, apresenta-se com o perfil "João João". O curioso é que, ao clicar no referido nome, não dá acesso a dados mínimos sobre o perfil nem à página respectiva.
No que deveria ser um comentário, o "João João" postou o "print" de um comentário que ele teria feito aqui na Conjur a respeito do meu comentário "E a Covid-19 ?" que, ao que parece, não foi aqui publicado. Conforme o "print", a Conjur informa "você está identificado como João A."
O "print" não estava bem legível e tive que ativar a lupa. Dizia o comentário
[título] "Os" GAECOS, no plural
só um leigo sem conhecimento algum do Direito pode imaginar que o GAECO do MPF teria competência para investigar licitações em prefeituras. Tal competência o [ilegível] via de regra é dos MP estaduais.
É estranho porque eu não fiz qualquer referência a prefeituras no meu comentário.

Para a Conjur (2)

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Na data de hoje, 11DEZ20, ao entrar no meu Facebook, deparei com uma marcação dos "verificadores de fatos do Facebok" de que são parcialmente falsas as afirmações do artigo "Covid Vaccine is Female Sterilization - Head of Pfizer Research", que postei ontem, sobre denúncias do Dr. Wolfgang Wodarg e Dr. Mike Yeadon, publicado no site !theplatform.ie". E foi justamente no espaço para comentários dessa postagem que o "João João" ou "João A." fez questão de copiar o "print" de um comentário que ele teria feito aqui na Conjur e que não teria sido publicado.
Eu não levo em consideração os "verificadores de fatos" do Facebook porque eles nunca apresentam os FATOS que comprovam a falsidade de uns e a autenticidade de outros. Ademais, como respondi para eles no meu perfil, divergências entre médicos ocorrem com frequência e são justificadas por razões científicas e é DIREITO de cada um seguir a orientação médica que lhe pareça mais apta.
Será que existiria alguma relação entre a postagem de "João João" ou "João A." sobre as licitações de prefeituras e os laboratórios que fabricam e comercializam vacinas ? A investigar.

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