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Multas a telefônicas podem ser usadas em investimentos na rede

29 de agosto de 2020, 14h21

Por Redação ConJur

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Em vez de pagar R$ 22,6 milhões em multa, Claro, Tim e Vivo deverão investir em sua própria infraestrutura de rede. A decisão foi tomada pelo conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesta quinta-feira (27/8).

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Anatel converteu multas por investimentos em infraestrutura
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A penalidade mais alta havia sido aplicada contra a Telefônica/Vivo, multada em R$ 16,6 milhões por operar estações não licenciadas.

Agora, com a decisão da Anatel, a empresa deverá construir e manter, por três anos, instalações de fibra ótica até a sede de municípios em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, São Paulo e Sergipe. 

A empresa também havia sido penalizada em R$ 4,2 milhões por descumprir editais em Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro. Em troca da punição, a companhia fará instalações em sua rede 4G e as manterá, também pelo prazo de três anos, em oito locais espalhados por Minas e Rio. 

A Tim havia sido multada em R$ 846 mil. Ela poderá trocar o pagamento por instalações de fibra ótica nos municípios de Colômbia, Ribeira, Taiaçu e Três fronteiras, todos localizados em São Paulo. 

A mesma opção foi oferecida à Claro, que poderá optar pelo oferecimento de serviços em Entre Folhas, Fernandes Tourinho, Mathias Lobato, Raposos, Reduto e Sobrália, todos em Minas Gerais, em troca de uma multa de R$ 917 mil.

As multas serão mantidas apenas se as empresas se as empresas se recusarem a proceder com os investimentos.