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Probo e digno

Após denúncia, ministros do TCU manifestam apoio a Vital do Rêgo

O colegiado do Tribunal de Contas da União se solidarizou nesta quarta-feira (26/8) com o ministro Vital do Rêgo Filho, denunciado nesta semana por corrupção e lavagem de dinheiro.  

Ministros do TCU manifestam apoio e defendem integridade do ministro Vital do Rêgo Filho

"Os acontecimentos que estão sendo noticiados serão rapidamente esclarecidos e superados. Somos testemunha da atuação dedicada e diligente do ministro", afirmou o presidente do tribunal, ministro José Múcio Monteiro.

Em denúncia apresentada nesta terça (25), os procuradores de Curitiba dizem que Vital do Rêgo recebeu dinheiro do cartel das empreiteiras na época em que era senador e presidia a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras (CPMI), no Congresso Nacional, em 2014.  

A denúncia diz que o ministro recebeu R$ 3 milhões do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro para que os executivos da empresa não fossem convocados para depor nas comissões parlamentares de inquérito da Petrobras. Ele e outros cinco foram denunciados pelo crime e tiveram os  bens bloqueados.

Nesta quarta, o ministro Walton Alencar Rodrigues, decano do TCU, endossou a manifestação da presidência. Ele contou que conhece Vital do Rêgo Filho desde antes do TCU e assegurou que na corte de contas "sua excelência apenas deu prova de correção e de demonstração de que é um grande homem público". "Nada teria que suspeitar de sua atuação sempre proba e digna no exercício da jurisdição da corte."

"Torço publicamente para que fique demonstrada, de uma vez por todas, absoluta improcedência dos fatos objeto da denúncia", afirmou o decano.

Por sua vez, o ministro Raimundo Carreiro criticou o modus operandi das denúncias. "As pessoas que respondem investigações são condenadas antes mesmo dos procedimentos investigatórios. Isso se arrasta por um período indefinido!"

O ministro Bruno Dantas disse ter preparado manifestação no mesmo sentido da presidência e encaminhou para registro em ata.

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Revista Consultor Jurídico, 26 de agosto de 2020, 22h02

Comentários de leitores

1 comentário

Só agora?

José Ribas (Advogado da União)

Raimundo, si agora a indignação? A frase popular vem a calhar ," pimenta. ..."

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