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5 comentários

História de um casamento

SMJ (Procurador Federal)

O filme História de um casamento é uma lição acerca do sistema de common law adotado pelos Estados que compõem os EUA (combinado com o civil law na Louisiana). Vejamos algumas características daquele sistema jurídico representadas no filme.

Marido e mulher se separaram. O marido queria que o filho ficasse com ele em Nova Iorque. A mulher queria que ficasse em Los Angeles (Bem pertinho, logo ali). Fosse num país de civil law, a primeira pergunta seria sobre o que a lei diz para solucionar esse caso. E não passaria daí a discussão jurídica, que, olhe-se para ele, parece-nos uma mera discussão sobre Direito objetivo. Já nos EUA, a banda toca diferente. Por isso, no filme, a insistência frenética dos advogados em torno dos fatos, inclusive fazendo chicanas de todo tipo. Precisavam convencer o juiz de que o filho do casal deveria ficar com um ou outro, e esse convencimento deveria nascer da análise dos fatos. Outra lição: como é caro litigar nos EUA, diferentemente do Brasil. Isso é importante para pensar-se as questões atinentes ao acesso à justiça e argumentos que elogiam muito o sistema judicial norte-americano, alegando que o número de processos aqui é um indicativo da inferioridade da qualidade de nosso sistema de justiça, quando, na verdade, o sistema americano desestimula o litígio por seu preço, o que talvez não esteja muito de acordo com o ideal de favorecer o acesso à justiça. Se este é caríssimo, resta ainda mais restrito à elite econômica tal acesso. Aliás, coitado do marido no filme: a mulher e sua advogada (cuja atriz venceu o Oscar em 2020) tiraram o couro dele. Mas ele mereceu. Se achava demais e inclusive rejeitou o conselho sensato que seu primeiro advogado deu. Coisa bem comum na prática jurídica também. Isso, lá e cá. Bem feito.

Filmes

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Tem dois filmes excelentes sobre Direito.
"Matem-me...se puderes", que conta a história de Caryl Chessmann, o bandido da luz vermelha norte-americano e "Justiça para todos" (Justice for All) sobre a história de um advogado idealista (Arthur Kirkland, com interpretação excelente de "Al Pacino") que enfrenta o sistema de justiça norte-americano que, também, tem as suas idiossincrasias.

Aplausos para o Dr. Gdoy !!!!!

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Artigo magnífico, do início ao fim.

P.S - Discordo do grande Oscar Wilde. A arte imita a vida muito mais do que a vida imita a arte, pois, quem nos dera que a vida imitasse o final ético que todos os filmes trazem no desfecho de todos os dramas representados.

Final ético!

amigo de Voltaire (Advogado Autônomo - Civil)

A arte não tem em princípio preocupações éticas ou morais. Os finais éticos a que V. se refere são criações de uma vida idealizada em filmes bem distantes da realidade que não tem nada de arte e nem de vida.

Final ético!

amigo de Voltaire (Advogado Autônomo - Civil)

A arte não tem em princípio preocupações éticas ou morais. Os finais éticos a que V. se refere são criações de uma vida idealizada em filmes bem distantes da realidade que não tem nada de arte e nem de vida.

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