Consultor Jurídico

Comentários de leitores

5 comentários

Quem deve teme.

Claudio Bomfati (Advogado Autônomo - Civil)

Dizem que quem não deve não teme, mas quem deve teme. Seria essa a razão pela qual a nobre magistrada não se submeteu ao "bafômetro". Será que ela temia o "bafo" da verdade? Dizem que o pecado de um sacerdote é sempre mais grave do que o de um fiel. A razão é simples: O desvio de conduta daquele que cobra o respeito ao arcabouço legal e moral de uma sociedade é pior do que a transgressão do homem comum, de quem não é autoridade. Assim, no caso, o mau hálito seria por demais fétido, caso o bafômetro apontasse consumo indevido de bebida alcoólica. Melhor não soprar nada, não é mesmo? Afinal, quem deve teme. O resto deixa pros advogados, eles não precisam soprar nada, apenas lutar para que a lei seja interpretada e aplicada corretamente, não importando se é justa ou não.

Goebbels, de novo!

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Joseph Goebbels foi Ministro da Propaganda de Hitler. Atribui-se, àquele, a frase de que uma mentira dita 100 vezes torna-se verdade.
Sempre que a "CONJUR" noticia que qualquer magistrado saiu-se bem num processo judicial, costumam aparecer comentaristas insinuando que isso só teria ocorrido por se tratar de magistrado (como se todo magistrado, só por o ser, fosse mau, e só alguém da mesma, digamos, quadrilha seria capaz de dar-lhe ganho de causa).
Sinceramente, quando li a notícia, fiquei com a impressão de que houvesse sido divulgada precisamente para alguns, em tempos de isolamento social, poderem destilar sua raiva e sentimentos congêneres contra magistrados.
Alguém consegue trazer para este espaço, pelo menos, um caso em que uma pessoa se haja recusado a fazer o teste do etilômetro, e isso tenha sido usado, num processo criminal, como presunção de embriaguez e, em sentido amplo, culpa?

Volte para a realidade...

Klaus Oliveira (Advogado Assalariado - Civil)

Privilégios, mordomias, corporativismo, desrespeito com as partes, decisões absurdas e sem fundamentação. Não faltam motivos a justificar porque os juízes são uma das categorias mais detestadas pela população.

Se fosse...

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Se fosse um desses "coitados" que ficam dirigindo, perigosamente, seria surrado por quem assistisse a abordagem dos policiais. Bem , é Juíza. Se fosse advogado, apresentaria a carteirinha "cor de rosa".

Se fosse o inverso, a decisão também seria invertida.

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Duvido que se a situação fosse invertida, isto é, se fosse a magistrada que estivesse na moto que foi atropelada, e o motociclista estivesse no carro que a atropelou e tivesse recusado submeter-se aos testes de alcoolemia, o Tribunal JAMAIS teria arquivado o inquérito sob os mesmos fundamentos. Aliás, a PGR estadual JAMAIS teria promovido a representação pelo arquivamento. Antes, todos essas autoridades, que caminham lado a lado, teriam presumido a embriaguez daquele que causou algum mal a outra autoridade judiciária. É sempre assim aqui no Brasil: hipocrisia, hipocrisia, hipocrisia….
É nisso que dá esse entendimento de que a independência dos membros do Ministério Público implica a possibilidade de cada um postular de um modo, ainda que um postule o contrário do que o outro postulou, quando, na verdade, a independência é do órgão, e diz respeito à autonomia relativamente a outras autoridades, mas a unicidade implica que a postura deve ser uma só, o entendimento sobre determinada matéria deve ser um só e defendido por todos os membros do órgão ministerial.
E, IDEÓLOGO, não se iluda. Se fosse advogado, seria crucificado pelos juízes, que adoram fustigar os advogados sempre que têm a possibilidade de fazê-lo.

(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Comentar

Comentários encerrados em 16/04/2020.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.