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Veja a íntegra da entrevista com o ministro Luís Roberto Barroso

Depois de cinco trechos da entrevista concedida à TV ConJur no último dia 10 de março, a revista eletrônica Consultor Jurídico disponibiliza neste domingo (5/4) a íntegra da conversa de cerca de 1 hora com o ministro Luís Roberto Barroso, no gabinete dele no Supremo Tribunal Federal, em Brasília.

Durante a entrevista, o ministro disse que o Brasil padece de uma realidade perversa. Tem um sistema de Justiça ineficiente e que, de maneira geral, é feito para prender menino pobre.

Enquanto funcionou assim, não houve problema. Mas os escândalos do mensalão e a "lava jato" mudaram o paradigma. O Direito Penal chegou ao andar de cima, aquele dos ricos e poderosos, o que gerou uma reação garantista que rapidamente se espalhou. Como consequência, o STF, corte que integra, virou alvo e ganhou fama de ativista.

Barroso também assume em maio o Tribunal Superior Eleitoral. Para o ministro, a participação do Judiciário no combate às campanhas de desinformação em matéria eleitoral deve ser residual, pois não é seu papel funcionar como censura privada para definir o que se encaixa ou não em uma definição ainda inexata do que é fake news.

Desde o último dia 18 de março a TV ConJur veicula em seu canal no YouTube trechos da entrevista exclusiva concedida à revista eletrônica Consultor Jurídico, no último dia 10.

Veja abaixo a íntegra da entrevista:

Ou clique aqui e aqui para ler as transcrições já publicadas.

Veja outras entrevistas da TV ConJur:
Dias Toffoli, presidente do Supremo
Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo
Augusto Aras, Procurador-Geral da República
Felipe Santa Cruz, presidente da OAB
Lula, ex-presidente da República
Michel Temer, ex-presidente da República
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Revista Consultor Jurídico, 5 de abril de 2020, 8h39

Comentários de leitores

1 comentário

O humanista

O IDEÓLOGO (Cartorário)

O Ministro Barroso honra o STF.
Finalmente, um Ministro que conhece a técnica do Direito e a aplica de forma humana.
Lembro que o STF teve um Ministro, Moreira Alves, que utilizava a técnica para a proteção dos poderosos, como no caso da progressividade do IPTU em São Paulo, pretendida pela prefeita Luíza Erundina, rejeitada pelo Ministro, que foi buscar fundamento no direito alemão.
A elite quando quer, e quando não quer, acaba com qualquer um.

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