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Luto na advocacia

Morreu nesta quarta o deputado e professor Luiz Flávio Gomes

Morreu nada madrugada desta quarta-feira (1/4) o empresário e deputado federal Luiz  Flávio Gomes (PSB-SP), que estava em tratamento contra leucemia aguda. Por causa da doença, ele estava afastado das atividades na Câmara desde setembro de 2019.

Carmela Grune/Jornal Estado de Direito

Advogado, fundou a rede LFG em 2003, a primeira rede de ensino telepresencial da América Latina. Seus cursos chegaram a ser transmitidos para cerca de 220 cidades brasileiras, distribuídos em mais de 420 unidades. Em 2008, concluiu uma negociação em que vendeu a LFG à Anhanguera Educacional por 78 milhões de dólares. Entre outros cargos, foi policial civil, delegado de polícia, em 1980, promotor de Justiça e juiz de direito em São Paulo. Aposentou-se aos 40 anos de idade.

Luiz Flávio Gomes, metódico e pragmático, tornou-se mestre em direito penal pela Universidade de São Paulo em 1989 e doutor em direito penal pela Universidade Complutense de Madri em 2001. Firmou-se como uma das principais vozes no que se chama de "garantismo penal". Ao firmar-se como empresário de sucesso, no entanto, passou a apoiar a "lava jato" e a prisão antes do trânsito em julgado — bandeiras que o elegeram deputado federal em outubro de 2018.




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Revista Consultor Jurídico, 1 de abril de 2020, 8h18

Comentários de leitores

22 comentários

Grande perda.

Melquisedeque Ferreira (Advogado Autônomo - Consumidor)

Infelizmente nosso mundo perdeu um grande homem. Ele sempre transmitia luz em suas aulas. Era prazeroso ouvi-lo falar. Grande perda.

Reprodução - vi

O IDEÓLOGO (Cartorário)

envolvidos com o enriquecimento favorecido pelo clube da cleptocracia (https://professorlfg.jusbrasil.com.br/artigos/349817925/o-que-o-idiota-do-eleitor-medio-brasileiro-nao-percebe?ref=feed).
Meus sentimentos à família do brilhante jurista.

Reprodução - v

O IDEÓLOGO (Cartorário)

civil, que é quem define se o político é seu representante ou integrante das picaretagens do clube da cleptocracia, atuando em benefício próprio para fazer fortuna em detrimento dos cidadãos (Acemoglu e Robinson, Por que as nações fracassam, p. 32).
Nos países cleptocratas, a fase seguinte, depois do extrativismo (do saqueamento), é o parasitismo: uma pequena parcela da sociedade, as oligarquias/elites políticas e econômicas extrativistas e corruptas, depois de um certo tempo, passa a viver parasitariamente,
“às custas de iniquidades e extorsões; em vez de apurar os sentimentos de moralidade, que apertam os laços de sociabilidade, ela passa a praticar uma cultura intensiva dos sentimentos egoísticos e perversos. Os interesses coletivos, o perigo ou receio de ver escapar-se a presa podem levar os membros desses grupos parasitas a defender-se em comum, a proceder de forma a aparentar uma socialização adiantada; mas não há nisto verdadeiro progresso moral – o qual consiste no horror da injustiça, independente de qualquer vantagem pessoal. Que juízo se pode fazer da beleza moral dessas almas, que passavam a existência a cortar de açoites as carnes de míseros escravos e que aceitavam como legítimo o viver do trabalho destes desgraçados, cuja vida será um martírio contínuo?” (Manoel Bomfim, A América Latina, p. 67).Proposta de ação: em complemento à microrrevolução que está sendo promovida pela Lava Jato é hora de a sociedade civil exigir uma completa reforma do sistema político, cujos eixos centrais deveríamos decidir em plebiscito (depois de devidamente discutidos). Em seguida ao plebiscito o Congresso fica vinculado e aprova em lei o que a sociedade decidiu. Precisamos eliminar do jogo político (por longo período) todos os picaretas envolvidos com o

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