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O advogado Luís Roberto Barroso tem pena do juiz Barroso

Como advogado a partir de 1981, Luís Roberto Barroso ficou mais conhecido por sua atuação em casos de grande repercussão no STF, como na defesa das pesquisas com células troncos embrionárias, das uniões homoafetivas, da interrupção da gestação de fetos anencefálicos. Também foi advogado do militante de esquerda Cesare Battisti, atualmente preso na Itália por assassinato e terrorismo.

"Eu não tenho nenhum prazer, nenhum gosto em exercer essa competência criminal. Detesto esse poder de poder decidir se alguém vai ficar preso ou não, mas inerente a esse poder está também o de salvar uma vida. Portanto, o advogado Luís Roberto Barroso tem uma certa pena de o ministro Luís Roberto Barroso não poder viver essa vida mais amena que é você ter um lado só. Eu tenho que olhar para dois lados e, às vezes, mais do que dois lados," disse em entrevista exclusiva à TV ConJur no último dia 10 de março.

Ministro do Supremo Tribunal Federal desde junho de 2013, Barroso diz que foi o melhor advogado que ele consegui ser. "Agora, procuro ser o melhor juiz que consigo ser. A cobrança ao juiz de quando ele era advogado é profundamente injusta, porque são papeis diferentes. Bons advogados, eu admiro todos eles — inclusive os criminalistas —, porque as pessoas têm uma certa arrogância de achar que nunca vão precisar de um, e eu não sou assim."

"A vida do advogado é dura, mas ela tem um componente mais fácil do que a vida de um juiz: o advogado só precisa julgar uma vez, no momento em que ele aceita ou não a causa. A partir dali, tem um dever jurídico de utilizar todas as possibilidades dentro da lei e da ética que aproveitem ao seu cliente."

"O juiz, que é essa vida que eu vivo só há seis anos, tem outros compromissos. Eu preciso respeitar os direitos fundamentais do acusado. É indispensável, mas o juiz também é o guardião da próxima vítima. Eu preciso evitar o próximo roubo, o próximo estupro, o próximo homicídio."

Desde o último dia 18 a TV ConJur veicula em seu canal no YouTube trechos da entrevista exclusiva concedida à revista eletrônica Consultor Jurídico, no último dia 10.

Leia aqui e aqui as entrevistas já publicadas e veja abaixo o quinto vídeo da série:




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Revista Consultor Jurídico, 1 de abril de 2020, 15h06

Comentários de leitores

9 comentários

Juiz?

Fabio da Rocha Lima (Estudante de Direito - Criminal)

Anda como se fosse juiz, fala como se fosse juiz, se veste como se fosse juiz, acredita ser juiz. Mas... Não o é, nem nunca foi. Ministro do STF, não é juiz. Podem alguns deles terem exercido tais funções, mas não o Barroso. Corrijam-me caso eu esteja equivocado, por favor!

Vamos a teoria e a prática. Essa culpa é da ex Presidente

Rodrigo Zampoli Pereira (Advogado Autônomo - Civil)

Dilma, e, do Senado Federal da época, salvo engano, do ano de 2013.

Na prática:

https://www.conjur.com.br/2016-nov-10/senso-incomum-precedentes-decisao-linhas-stf-contem-tres-violacoes-cpc

http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5041941

Na teoria:

A massa popular gosta dele. Esses dias, recebi um telefonema de um pai de um estudante de direito requerendo minha opinião sobre as doutrinas de direito constitucional do Ministro Barroso. Fui sincero, eu disse ao ao pai do aluno: -graças a Deus não conheço nenhuma, e, não perco meu tempo gastando dinheiro com elas (NÃO é investimento), digo isto na prática que eu tenho com sua Excelência nos processos que eu patrocinei no STF e ele foi o Relator. UMA DECEPÇÃO.

INDIQUEI a doutrina de direito constitucional do Dr. UADI LAMMÊGO BULOS, ADVOGADO, nome da doutrina: "CONSTITUIÇÃO FEDERAL ANOTADA", EXCELENTE, RECOMENDO A TODOS, e, A TODAS.

MORAL DA HISTÓRIA: O VOTO TEM CONSEQUÊNCIAS, Ô SE TEM... . Viu DILMA, Viu Senado Federal.

O Ministro Barroso NÃO tem vocação para a MAGISTRATURA.

Atenciosamente,r/>
Rodrigo Zampoli Pereira
OAB-MT 7198
OAB-SP 302569

Conflitos internos

O JR (Advogado Autônomo)

O ser humano vivencia, de fato, tensões posturais dicotômicas e conflitos internos na definição das escolhas, até as axiológicas.
Dilema carlyliano.

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