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Ciclo vicioso

Jovem tatuado na testa como ladrão é condenado por furto anterior

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judiciário...

CEB (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

Que poder judiciário lindo! 4 anos e 8 meses de vida por conta de um telefone celular. Sentença proferida por uma juíza que associou os efeitos colaterais do vício em drogas a uma "personalidade desvirtuada, às voltas com a prática de delitos ao longo de sua vida, revelando total desprezo pelas normas de convivência social". Uma juíza, que possivelmente troca de celular a cada ano, condenando à reclusão um rapaz viciado (e quem disser que essa condição é uma escolha merece tomar tapa para largar a mão de ser estúpido) que tentou roubar um celular (era furto, teve resistência, virou roubo). Uma juíza que possivelmente 'estudou' menos de 4 anos para ingressar nos quadros da magistratura. Condenando à prisão um rapaz viciado e que recentemente teve sua testa tatuada em um episódio de tortura absurdo e inimaginável (quem não tem tatuagem não está autorizado a emitir opiniões a respeito do que significa ter seu rosto ou qualquer parte de seu corpo marcado dessa forma). Por conta de um telefone celular... Objeto que a juíza troca frequentemente, sempre que o seu fica obsoleto.
É evidente que o roubo é indesejável e deve ser coibido pelo estado em qualquer hipótese. Mas o rapaz tem a condição médica e as dificuldades próprias da desigualdade social como atenuantes. A juíza não tem nada. É só a prova que falhamos como sociedade e como país.

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