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Suposta mesada

'Lava jato' em SP denuncia Lula e Frei Chico por pagamento mensal de R$ 5 mil

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O braço paulista da força tarefa da ‘lava jato’ denunciou o ex-presidente Lula e o seu irmão Frei Chico por corrupção passiva continuada. Além deles, Emilio e Marcelo Odebrecht e o ex-diretor da empresa Alexandrino de Salles Ramos Alencar também foram alvos da denúncia apresentada à 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo. 

MPF alega que repasses feitos a irmão de Lula eram parte de 'pacote de vantagens'
Antonio Cruz/Agência Brasil

Conforme o Ministério Público Federal em São Paulo, Frei Chico teria recebido entre 2003 e 2015 uma mesada que variava de R$ 3 mil a R$ 5 mil. Os pagamentos fariam supostamente parte de um pacote de vantagens oferecidas a Lula em troca de benefícios junto ao governo federal. O líder petista assumiu a presidência em 2003 e deixou o cargo em 2010.

Segundo a denúncia, a Odebrecht vinha tendo dificuldades com sindicatos do setor petrolífero e, por sugestão de Lula, teria contratado Frei Chico como consultor. O irmão de Lula tem longo histórico no movimento sindical da área e teria recebido a função de intermediar as conversas entre a empresa e as entidades de classe dos trabalhadores. Esse relacionamento profissional teria começado na década de 1990.

Ainda segundo a denúncia do MPF-SP, a Odebrecht decidiu encerrar contrato com Frei Chico em 2002, mas acabou recuando e manteve pagamentos para o irmão mais velho de Lula, para manter uma relação favorável aos interesses da companhia.

Os pagamentos começaram em janeiro de 2003, inicialmente no valor de R$ 3 mil. Em 2007 passaram a ser feitos transferências nos valores de R$ 15 mil a cada trimestre. Os repasses teriam sido interrompidos apenas 2015 com a prisão de Alexandrino de Salles Ramos Alencar.

Ao prestar depoimento, Frei Chico admitiu ter recebido pagamentos da Odebrecht, mas alegou que sua atividade como consultor continuou durante o período investigado. Para o MPF, o irmão de Lula não conseguiu comprovar a atividade.

Segundo Cristiano Zanin Martins, um dos advogados do petista, a denúncia oferecida pelos procuradores da franquia “lava jato” repete as mesmas e descabidas acusações já apresentadas em outras ações penais contra o ex-presidente.

"Lula jamais ofereceu ao Grupo Odebrecht qualquer 'pacote de vantagens indevidas', tanto é que a denúncia não descreve e muito menos comprova qualquer ato ilegal praticado pelo ex-presidente. Mais uma vez o Ministério Público recorreu ao subterfúgio do 'ato indeterminado', numa espécie de curinga usado para multiplicar acusações descabidas contra Lula."

Ação: 0008455-20.2017.4.03.6181

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 9 de setembro de 2019, 17h40

Comentários de leitores

7 comentários

Comedia

Cid Moura (Professor)

Ler os comentaristas do conjur é como ir a um stand up. O sujeito diz: não conheço as provas, não li o processo, mas mesmo assim é capaz de fazer juízo de valor. Como aDEvogados sao ótimos comentaristas de internet. Kkkkk.
O que sabemos são os milhões de reais devolvidos ao Brasil pelos larápios que foram presos. Ou será que todos estes valores foram doados a isto que vocês chamam de vazajato?

Despistar

JB (Outros)

Nesta altura do campeonato este tipo de notícia todos sabemos que é para encobrir os desmandos da vazajato, portanto não cola mais esse pessoal do MPF vir com tais notícias. Avante Lula a liberdade.

Hard to swallow pills

Pílulas difíceis de engolir (Oficial da Marinha)

"do setor petrolífero e, por sugestão de Lula, teria contratado Frei Chico como consultor"

Nesse momento, todos lemos o que precisávamos ler, inclusive o juiz... o resto é firula.

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