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Carreira de delegado não pode ser equiparada às carreiras jurídicas, diz STF

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Comentários de leitores

11 comentários

Delegado de polícia de direito e muito mais de fato

JCCM (Outros)

Delegado de Polícia em SP, ingressando após cumprir requisitos necessários, o principal, ser bacharel em direito e aprovado na OAB, em quase três décadas, diuturnamente, não foram poucos os momentos de emoção ou gratificação ao atender a população, de todas as classes sociais, em especial os desvalidos, digamos assim, na essência, únicos a demonstram sincera gratidão.
Diante de parcos vencimentos, perante a política porca dos neoliberais, mas, economizando e juntando os tostões pude ter um mínimo de conforto, não devendo favor a ninguém. Também não me deixei seduzir pelo crescimento fácil na carreira. O tão falado e abjeto "merecimento"!
São tantas as histórias pra contar e tantas as injustiças que consegui estancar, principalmente por parte de policiais truculentos e despreparados.
E o direito é o material básico em nosso exercício funcional e quem o renega o faz casuisticamente para aniquilar a carreira e lhe tomar atribuição. Vozes de policiais militares, de operacionais das polícias civis e federal e de membros do Ministério Público, estes se achando o quarto Poder, como restou evidenciado nas publicações do "intercept", não se acanham em seus ataques ao cargo delegado e sua instituição, francamente nos levando a fadiga, já que os ouvidos insanos ou ingênuos aceitam fake news como verdades absolutas.
Porém, desafio aqueles que tanto bradam em apontar o dedo a assumirem ao nosso lado, junto aos plantões e nas diligências, na administração do caos, a nossa luta diária, duvidando que suportem tamanho grau de exigência e cobrança.
O ciclo completo (miliciano), as investigações pelo MP (seletivas) jamais se adequariam ao atendimento complexo da população e ao combate, dentro da lei, de toda a sorte de ilícitos penais.
É só blá, blá, blá...

Jurídica e técnica

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

O cargo de Delegado de Polícia nada guarda com as deficiências do regime, pois a investigação de campo, em que pese eu defenda que o Delegado deva chefiar as principais ações, fica a cargo do investigador, e ele quem deve monitorar, fotografar, seguir, pular muro o muro e etc. isso não afasta a responsabilidade do Delegado de exercer sua função policial, chefiar operações, traçar estratégias, e fiscalizar o cumprimento das regras constitucionais.

Senhor analista

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Portugal já tem cadeira de direito policial, outras países da Europa também já se declinam sobre o assunto, em alguns países como a Inglaterra a autoridade policial pode oferecer denuncia. Em países de carreira única, como os EUA só ascende por concurso interno, o FBI possui cinco carreiras, além de poder contratar assessores e demiti-los ao fim do trabalho, mas todos só chegam ao topo pela meritocracia. É lógico, que sempre há espaço para evolução. É normal. Mas, para ser delegado deve se ter o concurso próprio.

A maior obviedade que precisou ser dita

Cidadão Soberano (Investigador)

Ridiculamente previsível essa tentativa frustrada de imiscuir Polícia e Justiça, sendo os primeiros agentes públicos e os outros agentes políticos, parece quererem conquistar pela via transversa algo que o constituinte sequer cogitou, pois cada um no seu quadrado. A função é do Estado aos seus agentes públicos, uma vez que a autoridade vem da sociedade que concede por meio do voto à autoridade eleita e essa delega aos seus subordinados. Mas só no Brasil um agente público quer ser autoridade acima do cidadão e acima das leis em benefício próprio, pois não se vê nada vindo de lá, das Lauras, que seja em benefício do cidadão. Aliás, que se dane o cidadão na visão deles, o que interessa são as tais benesses. Felizmente a Justiça reconhece que não há como aceitar o inaceitável. Ado, aado, cada um no seu quadrado, que venham as mudanças com a Entrada Única, o Ciclo Completo e Desburocratização dos procedimentos Policiais, o contribuinte agradece.

Evolução da Polícia?

Analista de inteligência (Outros)

Os fundamentos da polícia moderna são do século XIX e nossa polícia investigava nem o colocou em prática. É público e notório a defesa do atual sistema por quem tem interesse em reservas de mercado. Interessante ver alguém dizer que nosso modelo é a "evolução da polícia" vai ver que é por isso que em países onde a polícia não "evoluiu", tal como Inglaterra, Chile, EUA, Suíça, Canadá e por aí vai, os índices de elucidação de crimes são tão "baixos". Se olharmos a persecução penal como um mosaico iremos ver bem no centro a atividade investigativa, sem investigação eficiente ocorre a violação de direitos de vítimas e acusados. Qual é a disciplina ofertada no curso de direito que ensina a investigar mesmo??

Evolução da polícia

magnaldo (Advogado Autônomo)

Como advogado, chego na delegacia e através do inquérito sei o que existe contra o suspeito, as circunstâncias ebo que foi feito e falta fazer. O sistema americano exige absoluta integridade e seriedade dos policiais que controlam a investigação como bem entendem, já que não há a documentação das diligências como no Brasil. E a prova para ser lícita demanda a participação de policiais graduados em direito que fazem a apreensão de armas e objetos relacionados com o crime, representam pela prisão preventiva, arbitram fiança, definem a competência da investigação, se federal, estadual, militar ou o suspeito tem prerrogativas que devem ser respeitadas. Quem milita nas delegacias sabe que sem a coordenação do delegado, os desvios e distorções serão maiores.

Cambalhotas interpretativas

Analista de inteligência (Outros)

Se tem uma coisa difícil de se reconhecer neste país é o óbvio. Via de regra a carreira policial é POLICIAL e pronto. A 12.830/13 é um engodo classista que visa mais gasto público sem garantia alguma de retorno para a sociedade, fruto de uma chantagem classista, como bem disse o delegado e político Fernando Francischini: "botamos o governo de joelho". Coisa típica de um pais que tem uma casta de servidores públicos com taras patrimonialistas e se acreditam donos do serviço público. Países com uma segurança pública moderna jamais admitiriam uma figura como a do delegado de polícia na formatação que temos, uma figura concentradora, burocrática e cara.

Acabou.

Ferraciolli (Delegado de Polícia Estadual)

O que vemos é um arremedo de modelo federativo, tão limitado no que concerne às possibilidades dos entes que o compõe exceto a União, condenado por sua própria gênese.
A Constituição, que não passa de um livreto perdido em alguma gaveta lá em Brasília, não passa de matéria prima para origami de péssimo enredo nas mãos do STF.
O combustível acabou e o Estado segue na banguela.
Só não vê quem não enxerga ou quem não quer enxergar, da gorda meia dúzia de castas privilegiadíssimas que sequestrou o país.

Alto lá

JuizEstadual (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

O que não pode é norma estadual prever sobre topografia do órgão público (estar ou não nas funções essenciais à justiça).
Isso não faz com que a carreira de delegado deixe de ser jurídica, o que se depreende de suas próprias funções constitucionais, e está expressamente afirmado pela Lei Federal 12.830/13.
Portanto, pode o constituinte reformar a CF a qualquer momento. O que seria bem lógico, afinal, a autoridade policial toma diuturnamente decisões jurídicas sobre direitos fundamentais (liberdade, patrimônio, intimidade). E preside o inquérito policial que é em regra indispensável à persecução penal (sendo a exceção sua dispensabilidade), sendo portanto essencial sim à função da justiça criminal (evitando acusações temerárias).

Operários do Direito

Ferraciolli (Delegado de Polícia Estadual)

Os delegados são a quintessência do pó; o cadáver adiado (não por muito tempo); o vice treco do subtroço; sui generis por excelência.

PM.

Delta BA (Delegado de Polícia Estadual)

Carreira jurídica deve ser a de Coronel da polícia militar.
É cada uma.

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