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Ataques aos ministros

Subprocurador critica colegas da "lava jato" que reclamaram do Supremo

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No final da sessão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal desta terça-feira (3/9), o subprocurador-geral da República Antônio Carlos Bigonha pediu desculpas por causa das críticas feitas pelos procuradores da "lava jato" aos ministros. Eles atacaram a decisão que anulou a condenação de Aldemir Bendine. Na sessão anterior, a 2ª Turma definiu que réus delatados devem ser ouvidos depois dos réus delatores, criando um precedente sobre as delações premiadas.

A nota, assinada pela força-tarefa, mas sem citar nenhum dos procuradores, dizia que eles viram "com imensa preocupação" a decisão da 2ª Turma. "Não cabe aos procuradores que oficiam perante os órgãos de 1º grau fazer juízo de valor sobre o julgamentos deste STF", disse Bigonha, nesta terça.

"Quero deixar registrado que não comungo das críticas feitas na aludida nota pública ou em outras declarações prestadas pelos membros da lava-jato à imprensa. Conviver com a frustração faz parte do amadurecimento pessoal e profissional", concluiu o procurador.

Na sessão, a ministra Cármen Lúcia afirmou que a manifestação vai constar de ata e será levada ao conhecimento do presidente da corte, ministro Dias Toffoli para averiguar a situação.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 3 de setembro de 2019, 19h23

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