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Entra em campo a reforma financeira, e vai para o banco de reservas a reforma tributária

Comentários de leitores

8 comentários

Títulos da dívida pública

Marco Martins (Outros - Administrativa)

Mas é claro que os títulos da dívida são emitidos por conta de deficit orçamentário, o problema é que isso beneficia somente uma ínfima parcela da população e acaba sendo ruim pra toda a sociedade, a longo prazo... O governo fica super endividado, comprometendo os investimentos e pouquíssimas pessoas ficam ricas, gozando dos juros atraentes...

Complementando

Afonso de Souza (Outros)

Diferentemente, ou mesmo ao contrário, do que você disse, magnaldo (Advogado Autônomo), agora estão cortando mais "benefícios" dos "ricos e privilegiados".

Inversão de valores

magnaldo (Advogado Autônomo)

Todo o costo até agora foi jogado nas costas de quem vive de salário/aposentadoria. Corta-se benefícios e se diz que está o governo economizando ??
Os ricos e privilegiados continuam imunes

Comentário

Afonso de Souza (Outros)

Há, como sempre, muito mais críticas do que propostas de soluções (factíveis). Por exemplo: um comentarista apelou para a desgastada falácia de contrapor gastos sociais e juros da dívida, como se tais juros, ou tal dívida, não resultasse de déficits orçamentários recorrentes.

O ovo ou a galinha

Valdemiro (Administrador)

Difícil sem virar a mesa. Talvez se o "pai" fosse outro. Além da reforma financeira e tributária, talvez outra, mais urgente, seja necessário.

Nem um nem outro II

Edson Ronque III (Advogado Autônomo)

A sonegação de impostos e evasão de divisas somam a metade da arrecadação, com as isenções sem fiscalização das condições isso da praticamente a arrecadação inteira. São muitos problemas, alguns nem tão difíceis assim de resolver, outros de dificuldade técnica elevada (como a transição de uma reforma tributária), outros de dificuldade política quase intransponível (como aumentar imposto da elite econômica), mas eles são bem claros e conhecidos de todos.
Junto com isso ainda tem que ser feito uma reforma no SNCR, aumentando muito os créditos ao pequeno agricultor familiar que, além de dar a segurança alimentar do país, podem gerar uma produção muito maior por área plantada que os médios e grandes produtores (principalmente médios, onde há muitos que vivem do gado, que tem a menor produtividade por hectare e ocupa mais do dobro da área plantada no Brasil, além de ser ecologicamente horrível, que vai muito além do "pum" do gado, mas também compacta o solo que dificulta a absorção da chuva e causa erosão na terra e assoreamento nos rios). se gado gera o mais baixo lucro por área, frutas, olericultura e flores, por exemplo, geram uma renda que pode passar dos 100 mil reais em um hectare, só que são atividades de extremo risco (por condições de clima, preço muito variável, sensíveis a pragas e doenças), exigem muita mão de obra (1 hectare de morango precisa de mais de 20 pessoas trabalhando, ainda mais em época de colheita, soja e gado geram muito menos de 1 pessoa por hectare) e comércio rápido, porque estragam, por isso uma necessidade imensa de ajuda estatal, que concentra as ajudas nos grandes e ainda da refis de 99% pra quem sonega.
Sem um plano com tudo isso junto, e mais coisas, não vai resolver o problema e custará mais as transições.

Nem um nem outro. I

Edson Ronque III (Advogado Autônomo)

Já que perguntou a minha opinião:
Não se deveria fazer a reforma financeira primeiro que a tributária, nem a tributária antes da financeira. Elas tem que andarem juntas, porque uma influencia diretamente na outra.
O problema é que sempre se ataca os gastos antes dos ganhos, vem sendo assim desde sempre, já que a carga tributária no brasil não teve nenhum aumento significativo dentro do plano real, ao contrário. o FHC baixou o teto do IR e isentou os lucros e dividendos, o PT perdeu a CPMF e deu taxa 0 em muitos momentos pra IPI e outras isenções... e ao contrário do que dizem, a carga tributária no Brasil não é alta, é errada. hoje ta em menos de 33%, mas não faria mal estar na casa dos 35% ou 37%, DESDE QUE mudada a matriz dela, retirada dos impostos sobre consumo e colocada sobre a renda dos mais ricos. A carga tributária é extremamente baixa pros mais ricos, bitributada na classe média (que paga imposto e os mesmos serviços particulares) e extremamente alta pros mais pobres (que consomem tudo que ganham). inverter isso pra uma taxa alta pros ricos, média pra classe média e baixa pros pobres só tem vantagens sociais, o consumo aumenta de forma sustentável, estimula a economia e o governo pode arrecadar até mais do que antes. Mas os gastos tem que ser analisados concomitantemente, porque gasta-se pouco por aluno e paciente do sus, mas gasta-se demais com super salários do judiciário e pensões militares, por exemplo. Se os juízes respeitassem o teto constitucional, dava pra resolver o problema de falta de delegados no Brasil e sobrava dinheiro. As isenções fiscais, como ditas, na verdade não são feitas, via de regra, com prazo e condições, mas tem muitas, às margens da lei, sem prazos e sem fiscalização das condições. +

Artigo objetivo e pontual

Marco Martins (Outros - Administrativa)

O autor foi direto ao ponto: os problemas das ditas "reformas" repousam nos detalhes...

Que é necessário rever e reestruturar o país poucos duvidam, mas o grande impasse é no modo de fazer. Num país onde 80% da população vive com 01 salário mínimo, cortar gastos sociais seria uma injustiça tremenda.

Mas não se enganem: entre fechar o posto médico da periferia ou cortar os juros dos títulos da dívida pública que os ricos possuem, qual será a solução?

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