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Juiz se declara impedido para julgar banco por se endividar sem auxílio-moradia

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Um juiz da Comarca de Ibirubá (RS) se declarou impedido de julgar um processo envolvendo o banco público gaúcho Banrisul.

Fim do pagamento do auxilio-moradia afetou finanças pessoais de magistrado
Ivan Kruk

Na justificativa, o magistrado afirmou que se tornou devedor da instituição financeira devido a “redução real dos salários da magistratura gaúcha provocada pela cessação do pagamento do auxílio moradia”.

Ralph Moraes Langanke afirma que, em seu caso particular, a redução do ordenado chegou quase R$ 2 mil. “Para recuperar o limite do cheque especial, tive que contrair dois empréstimos consignados no Banrisul, cujo pagamento será feito em oitenta e quadro prestações mensais e sucessivas”, argumenta no documento público.

Diante do exposto, o magistrado se declarou suspeito de julgar ação envolvendo o banco com base no artigo 145, inciso 3, do Código de Processo Civil, que diz que “há suspeição do juiz quando qualquer das partes for sua credora”.

Clique aqui para ler a declaração.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 26 de outubro de 2019, 7h46

Comentários de leitores

6 comentários

Ta de brincadeira, né?

Gonçalo Jesus (Prestador de Serviço)

Eu ficaria imensamente satisfeito recebendo 25% do salario do juiz. Dispenso férias, estacionamento, auxilio moradia, auxilio paletó, 13º, e ainda me disponho a trabalhar 8 horas por dia.

Ideologo: faz concurso e seja aprovado

daniel (Outros - Administrativa)

Ou seja, saia das ideias e vá para a acao

A esperança de ter magistrados divinos

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Muitos fazem chacota com os magistrados dizendo que estes consideram-se divindades. Todavia, parece que esperam isso dos magistrados. Quando um demonstra, com sinceridade, sua humanidade, é alvo de críticas.
Ademais, as críticas, no caso, são injustas. O Juiz de Direito apenas escreveu a razão pela qual não deveria continuar na causa.
A Magistratura Estadual do Rio Grande do Sul é a única (se alguém souber de outra, avise) em que ainda há quatro degraus remuneratórios no 1º Grau E em que a diferença entre uma entrância e outra é de 10%, mesmo percentual da diferença entre a entrância final e o 2º Grau, de modo que o reajuste nos subsídios alcançado, aos magistrados brasileiros, há alguns meses, ao passo que se parou de pagar o auxílio-moradia, causou, mesmo, redução do número de reais ganho por grande parte dos magistrados estaduais gaúchos, porque o auxílio-moradia era pago em valor fixo, independentemente da entrância e grau, enquanto os subsídios são pagos proporcionalmente (quanto mais baixo se está na escala remuneratória, menor é, em reais, cada reajuste).

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