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Gleisi Hoffmann acusa imprensa de tentar influenciar julgamento no STF

Em post no Twitter, a presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffman, acusou veículos de imprensa brasileiros de praticar a chamada publicidade opressiva. Nesse caso, a tentativa é de influenciar o julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a execução antecipada da pena.

Os ministros analisam nesta quarta-feira (23/10) três ações declaratórias de constitucionalidade que questionam o atual entendimento da corte, de que o réu já pode ser preso após a confirmação da sentença em segunda instância, e não esperar o trânsito em julgado do processo, como manda a Constituição.

Na rede social, Gleisi Hoffmann resumiu a nova tentativa de parte da imprensa brasileira de influenciar no julgamento do Supremo:

O criminalista Fabrício de Oliveira Campos comenta que a imprensa brasileira está acometida de "miopia antidemocrática", esquecendo-se de seu papel primordial de resistência ao arbítrio.

"Se durante os diversos momentos de supressão democrática a imprensa teve o papel de resistir ao arbítrio em nome da liberdade de expressão e dos direitos individuais, em tempos de consolidação dos valores democráticos diversos setores importantes da imprensa tomam o rumo contrário, contaminados por uma miopia antidemocrática para adular o povo. Ao insuflar as iras irracionais e pedestres contra meia dúzia de acusados nacionalmente conhecidos, esses setores tentam cercar o próprio STF num clima de ameaça de que distúrbios sociais seriam a resposta à restauração da eficácia do art. 5º da Constituição. Espero que a imprensa volte logo a defender a democracia e os direitos individuais, não só de jornalistas, mas de todos os cidadãos (pautados ou não nas editorias)", afirma Campos.

Revista Consultor Jurídico, 23 de outubro de 2019, 11h47

Comentários de leitores

5 comentários

Impunidade

Luiz Adriano Machado Metello Junior (Advogado Autônomo - Civil)

Em um país onde os processos tem tempo de vida muitas vezes superior aos nossos "pets", sejam cães ou gatos, alegar que prisão após julgamento em segunda instancia é violação a constituição, não só é uma falácia jurídica como é um argumento pró corrupção.

As leis devem atender os anseios da sociedade, e não ir contra eles. A sociedade clama pelo fim da impunidade.

(eu sei que vou ouvir o mimimimi de que a justiça não deve se curvar a vontade popular e a ditatura da maioria etc etc, o fato é que o entendimento atual é o mais adequado ao meu ver e na visão da porção majoritária da sociedade que está farta da impunidade e a lei deve ser criada de baixo para cima e não de cima para baixo, se ela não mais atende os desejos da população, se reformemos essa constituição se necessário.)

Eu poderia listar uma montanha de argumentos pró prisão após julgamento em segunda instância, mas Facchin alguns ministros já o fizeram, desnecessário perder meu tempo.

Basta dizer que a culpa só se discute até o 2o grau, dali se ficou decido que o réu é culpado, vai pro xadrez e pronto! Nosso sistema é o mais PRÓ BANDIDO do mundo.

Desista, Dr. Marcos Alves Pintar...

Harlen Magno (Oficial de Justiça)

Não só o Professor Edson, mas alguns outros comentaristas com pseudônimo aqui no Conjur gozam do privilégio de ostentarem uma absoluta ignorância jurídica sem necessidade de se identificarem ou sequer comprovarem suas pseudo credenciais. Eu mesmo, assim como outros, já questionei diretamente do alegado Professor qual seria a área de conhecimento em que ele supostamente leciona ou tem título acadêmico. Nunca houve resposta, o máximo que consegui foi que o Conjur passasse a censurar minha postagens. Essa aqui mesmo, tenho dúvidas se será publicada, como várias outras que fiz e foram omitidas.

Publicidade ofensiva

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A verdadeira identidade do comentarista Professor Edson (Professor) é algo que reclama atenção. Suspeito que ele seja um agente público delinquente, que brada aos quatro ventos a derrogação da ordem jurídica para que, através de conchaves e troca de favores, ele possa obter a impunidade. Em um país sem lei ou Constituição, como ele prega, fica fácil perseguir e acuar os que o acusam. De qualquer forma, fica aberta a possibilidade dele se identificar, caso tenha ombridade para isso, a fim de inclusive afastar as suspeitas que pesam contra ele. Por outro lado, devemos observar que as ações que estão em julgamento no Supremo foram propostas antes mesmo de ser instaurada a primeira investigação contra Lula. Faz-se presente, assim, a "publicidade opressiva" citada por Gleisi Hoffmann, valendo lembrar que a imprensa de forma geral ganhou muito dinheiro fácil com a criminosa "Operação Lava Jato".

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