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Oferta artificial

Por interferência no mercado, Itaú e Merrill Lynch aceitam pagar R$ 500 mil à CVM

O Itaú e o Bank of America Merrill Lynch aceitaram pagar R$ 500 mil para encerrar o processo em que são suspeitos de criar “condições artificiais de oferta, demanda e preço” na Bolsa de Valores. O acordo foi aceito pela Comissão de Valores Mobiliários nesta terça-feira (15/10), conforme reportagem do Monitor do Mercado.

Itaú aceita pagar R$ 500 mil e encerra processo
Reprodução

Os bancos foram investigados a partir de um processo administrativo envolvendo uma corretora acusada de negociar fora do mercado organizado e de criar condições artificiais de demanda e oferta. A corretora fez um acordo, à época, para encerrar o processo, pagando R$ 550 mil.

Em seguida, Itaú e Merrill Lynch ficaram sob investigação, suspeitas de terem servido como intermediários para as operações que a corretora estaria negociando fora do mercado.

Ao fim, foi identificado que as instituições teriam servido apenas para que a corretora fizesse negociações de day trade — negociações sobre a variação de preço de ativos durante o dia — com contratos de Ibovespa Futuro e conseguisse entregar aos seus clientes os rendimentos que dizia obter com outros ativos.

Em nota, o Itaú Unibanco afirma que optou pelo acordo antes mesmo da abertura do processo, de forma a encerrar o caso sem que tenha sido reconhecida qualquer culpa do banco. O banco reforça que “as operações indicadas não trouxeram qualquer prejuízo a clientes, ao mercado ou a terceiros”.

Revista Consultor Jurídico, 16 de outubro de 2019, 17h51

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