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Opinião

Uma polícia para o Século XXI: a Carreira Única e o Ciclo Completo da Ação Policial

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Comentários de leitores

7 comentários

Faltou objetividade na colocação

Cidadão Soberano (Investigador)

Falta objetividade na colocação do colega, que escreve um belíssimo texto, mas não chega a lugar algum, sabemos que objetividade é tudo, quando deveria explicar que a Carreira com Entrada Única só não é aplicada no Brasil por conta de um corporativismo tosco e sem objetivo de redução da criminalidade, teve um coitado que chegou a citar a tal carreira jurídica, ignorando as decisões recentes do STF, derrubando essa aberração, mas segue o baile. No mais, cabe explicar que o Cilco Completo traz economia aos cofres públicos e consequentemente aos contribuintes, apresenta celeridade nos procedimentos e quem determina de verdade tem acesso ao relatório direto e não às cópias mal feitas e cheias de judicialiformidades, coisas dos julícias, um outro pobre diabo chega a falar em concurso pra chefe como se o contribuinte merecesse pagar caro por um cargo sem experiência, só porque é formado em Direito, coisa que metade da população brasileira é, o pobre mal conhece a nossa CF, nunca leu ou sequer teve acesso ou interesse em ler as notas taquigráficas, aí repete feito papagaio o que aprendeu no cursinho Walita de Direit, vou dar uma dica de ouro, leia as notas taquigráficas e vai entender o que os Constituintes quiseram que fosse aplicado com relação às Polícias, pode ler principalmente onde citam que para ser delegado de polícia bastaria ser bacharel em Direito OU Ciências Sociais, então chora na cama que é um lugar bem quentinho, ou então corre atrás e lê, pra não passar mais vergonha alegando e repetindo o que não sabe, ninguém precisa e ninguém quer chefes inexperientes, nem a CF previu isso. Com o Ciclo Completo podemos economizar tempo e dinheiro, logo a sensação de impunidade some, com isso a criminalidade reduz e paramos de inventar moda tupiniquim.

Opções perfeitas para se chegar a eficiência.

Policial no Sangue (Agente da Polícia Federal)

As opções apresentadas e detalhadas são o que de melhor acontece em todo os países mais desenvolvidos na busca de uma investigação técnica e eficiente. Alguns comentários, que escondem os interesses corporativistas de seus autores como delegados que são, apenas demonstram o quanto arcaico é nosso sistema investigativo baseado no retrógrado, ineficaz e burocrático inquérito policial que não consegue investigar e chegar a autoria nem, pasmem, nem 1% dos crimes praticados. Mas mesmo assim, com este resultado pífio, os defensores do antiquado e ineficiente inquérito policial se sentam em cima deste, apenas com o objetivo de manterem suas castas e benesses, ou até mesmo ampliarem, sem se preocupar com o interesse público de um processo de investigação mais eficiente e que, comprovadamente, transforme os resultados de toda uma sociedade. O Ciclo Completo e Carreira Única vieram para ficar e aqueles que pensam diferente devem ir se acostumando com a ideia de meritocracia e eficiência da investigação.

Vitória do abuso e arbitrío

magnaldo (Advogado Autônomo)

O jogo de palavras com referências às concepções do passado, bem evidenciam o esforço para alterar a verdade dos fatos e obter a anuência dos mais desavisados. O ciclo completo traduz que o policial que simula uma resistência que não houve, terá a incumbência de "apurar" os fatos até o final sem a sua documentação como hoje é efetivada. O inquérito policial, que existe em qualquer pais do mundo pois ele nada mais é que documentar as investigações, quando se apreende produto de crime, colhe-se um depoimento, arbitra-se fiança, junta-se aos autos um laudo pericial, etc.., dentre as inúmeras providências necessárias, é uma garantia para a vítima e para o suspeito que sabem o que foi feito e o que precisa ainda ser realizado. Como advogado e conhecedor da realidade brasileira, já tendo encontrado laudo cadavérico em gaveta de delegacia por falta da autoridade policial, ou produtos trazidos do Paraguai e não apreendidos formalmente pela ausência da autoridade policial e, nestes casos, muitas vezes, a quantidade de bens arrecadados no local é muito maior do que aquela levada para a sede da polícia, a interferência polícia ou de pessoas economicamente privilegiadas que conseguem, quando não instaurado o inquérito, manipular os fatos e alterar a verdade, são alguns exemplos que comprovam que o sistema chamado "ciclo completo", na verdade, propiciará o acirramento da corrupção. Veja-se o caso da Vereadora Marielle. Várias equipes trabalharam diuturnamente para elucidar os fatos e não se obteve êxito. O inquérito não teve, como não tem, nenhuma influência na morosidade que se alega. Independente dele, a investigação se processa dia e noite. As diligências não se condicionam ao inquérito que é posterior as diligências realizadas, documentado-as.

Carreira policial

Antonio Honorio Vieira (Contabilista)

Atualmente no Brasil apesar que na Constituição Federal dizer que a Polícia Federal e composta de "Carreira" no singular... mas por causa dos delegados quererem serem comprados a juízes principalmente para ter o mesmo salário (apenas isso é não mais nada) mas na realidade e formada em carreiras sem a menor formato da carreira policial... mas sim carreiras apenas no cargo... espero que a aprovação da PEC 361 apenas coloque em ordem e respeitem a Constituicao Federal

Precário

Realista Professor (Professor Universitário - Criminal)

Texto sofrível do tira aposentado, que quis ser delegado mas não teve a competência para passar no concurso público, aberto para todos que se disponham a estudar em vez de reclamar.
Não contente em ter pago pra publicar um livro de pífia tiragem que ninguém leu, vem despejar esse texto de doer os olhos.
Todos sabem que o cargo de delegado é importante por se tratar de carreira jurídica, apta a realizar controle de legalidade dos atos policias. A quem interessa um retrocesso em que o guarda da esquina passaria a decidir sobre a restrição da liberdade, patrimônio e intimidade das pessoas?
Se quer mudar, que tal o modelo da Austrália, em que o chefe de polícia (com formação jurídica) oferta 90% das acusações?
Francamente...

Diversionismo

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

A investigação pré processual, constitui-se de atos de polícia judiciária consubstanciados e formalizados através do instrumento formal, denominado Inquérito Policial, necessariamente um procedimento legal, inquisitorial e, realizado de forma transparente e garantidor das liberdades fundamentais, ou seja, o conjunto das investigações e diligências policiais destinadas à comprovação da existência de infração penal e de sua autoria, orientada e direcionada no exclusivo interesse da justiça criminal dentro dos parâmetros e princípios constitucionais e legais, que deve assegurar aos eventuais presos, indiciados e infratores das normas penais os direitos e garantias fundamentais.

Nas organizações policiais, entendidas como corpo de funcionários que exercem o monopólio da violência física legítima do Estado dentro dos limites impostos pelo ordenamento jurídico, é imperativo estabelecer-se uma racional e eficiente estrutura organizacional com unidades funcionais que desenvolvam suas atividades com a máxima eficiência e que se projetem de tal maneira sobre as unidades componentes do sistema de segurança pública que permita o controle sem limitar, no entanto a criatividade, as decisões rápidas, de modo a preservar os direitos e as garantias fundamentais.
Porém, quer se copiar modelos americano, português, italiano, ou de outras nações ricas, num clamoroso contra-senso alógico, onde a investigação pré-processual é desenvolvida confusamente por um misto de Delegado de Polícia, Promotor Público e Fiscal da Lei, cuja eficácia é altamente discutível. Basta verificar a força do crime organizado nos Estados Unidos e na Itália, principalmente nesse último, onde chegou a dominar o aparelho estatal. No Brasil, o diversionismo investigatório, resultou no que aí está.

Frases bem postas, mas...

Voluntária (Administrador)

Os comentários são bem escritos, em linguagem sofisticada, porém não explicam em que a Segurança Pública realmente seria beneficiada. Fica a dúvida se é uma reivindicação corporativa ou, realmente, uma mudança para melhorar o sistema.

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