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Anarché: Concurso do MP-SC pergunta coisas que não têm resposta!

Comentários de leitores

14 comentários

Fraude desavergonhada II

rcanella (Funcionário público)

Concordo com o Marcos Alves Pintar, mesmo sem ser da área, pois vejo esse mesmo problema ético em todos, repito todos, os concursos para ingresso na carreira de Professor de nossas universidades federais. Uma leve vista nos editais é suficiente para escancarar o caráter altamente subjetivo da avaliação final dos candidatos.

Patrocínio

O IDEÓLOGO (Outros)

O Fundo Monetário Internacional e o BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento patrocinam alterações, profundas, na arquitetura jurídica dos países subdesenvolvidos. Os sistemas legais desses países são lentos, custosos e ineficientes.
Diante do fato de oitenta por cento da riqueza mundial se encontrar em países que utilizam a língua inglesa (Canadá, Nova Zelândia, Austrália, USA, England e outros), fato que, indiretamente, revela a superioridade do "common law" (vide
Gary Slapper and David Kelly, in "English Legal System"), aquele profissional defendido pelo ilustre jurista Lenio, com forte conhecimento em Filosofia, aplicada ao Direito, será substituído pelo "jurista prático", aquele que tem por objetivo resolver o problema do cliente, sem grandes elucubrações jurídicas.
Os concursos ainda não conseguiram apreender essa nova situação, com perguntas que nem o próprio formulador consegue responder.

literalidade da cf

Miro Calmasini (Agente da Polícia Federal)

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.

Prova com conhecimentos da história de Santa Catarina

Thales Treiger (Defensor Público Federal)

No concurso, salvo engano no ano de 2000 ou 2001, para o MPSC havia questões sobre a história do estado de Santa Catarina. É verdade e bem quisto que candidatos a um cargo público importante tenham conhecimentos históricos. Ocorre que não sei mesmo se há relevância sobre a história do estado para ser admitido como Promotor de Justiça. Enfim, no mínimo uma peculiaridade bem interessante. A cultura das instituições não muda tão rapidamente assim. Vinte anos não são nada e muito da questão analisada pelo Professor Lênio também estava presente no início do Século.

Sem palavras

Safira Parente (Outros)

Nunca li tanta bobagem reunida. Parabéns.

O texto do questionamento é esse mesmo?

Carlos André Studart Pereira (Procurador Federal)

"[...] razão pela qual enumera-se a seguir dez princípios jurídicos para que o candidato discorra sobre eles. [...]"
NÃO SERIA CORRETO ASSIM: "[...] razão pela qual ENUMERAM-SE a seguir dez princípios jurídicos para que o candidato discorra sobre eles. [...]"?
Como se deveria sabe, quando pronome apassivador, o "se" acompanha verbos transitivos diretos e transitivos diretos e indiretos na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito da oração, aqui, "dez princípios jurídico".
Estou errado, PROFESSOR STRECK?

Resumo do Direito.

Fernando Stefanes Rivarola (Advogado Autônomo - Civil)

"Aqui, é um ceticismo inconsciente que faz o Direito ser nada e, com um pouco de retórica, dá caráter de juridicidade a uma tese neorrealista."...resumidamente, estamos nisso mesmo.

É o princípio

André Pinheiro (Advogado Autônomo - Tributária)

O princípio do fim. O despotismo jurídico se anuncia no brocardo " the judge can do no wrong", ah, não é um brocardo, é um princípio.

A propósito OAB não tem interese em melhor ensino jurídico

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor, jurista e abolicionista .
OAB não tem interesse em melhorar o ensino jurídico. Só tem olhos para os bolsos dos seus cativos. Art. 209 da Constituição diz que compete ao poder público avaliar o ensino. Assegura art. 5º inciso XIII, da Constituição: “É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. O art. 29 § 1º do Código de Ética Disciplina da OAB (Das regras deontológicas fundamentais) diz: “Títulos ou qualificações profissionais são os relativos à profissão de ADVOGADO, conferidos por universidades ou instituições de ensino superior, reconhecidas). Esse dispositivo foi revogado de forma sorrateira pelo novo Código de Ética da OAB. Mas a revogação tem efeito “ex-nunc”. É muito estranho a inércia do Ministério Público Federal. Art. 205 CF. "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Os mercenários gostam de meter o bedelho em tudo. OAB não tem interesse em melhorar o ensino jurídico. Só tem olhos para os bolsos dos seus cativos. Taxa concurso para advogado da OAB- DF apenas R$ 75, taxa do pernicioso jabuti de ouro, o caça-níqueis exame da OAB, pasme R$ 260,(um assalto ao bolso). Estima-se que nos últimos 24 anos OAB abocanhou extorquindo com altas taxas de inscrições e reprovações em massa cerca de mais de R$ 1.0 bilhão de reais. Qual real destino desses recursos? Quem forma em medicina é médico; em administração é administrador, em psicologia é psicólogo. Por quê que forma em direito vira escravo da OAB?"Já não escravos. Mas irmãos"

A banalização do ensino jurídico

IsauraLibre (Professor)

O Prof. Lenio Streck vem há muito nos alertando da grave crise que atravessa o ensino jurídico. Esse tipo de questões em concursos público demonstra a retroalimentação da banalização do ensino, o que afeta tanto a formação dos futuros profissionais quanto a própria qualidade da doutrina jurídica produzida no Brasil. É muito importante constranger e adotar uma postura crítica: Streck é um dos poucos nesse sentido.

Fraude desavergonhada

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Penso que a questão vai um pouco além. De acordo com os próprios concurseiros em conversas informais, algo em torno de 60% das vagas dos concursos da magistratura e do ministério público já estão previamente destinadas a certos indivíduos, sendo o concurso apenas uma mera formalidade para se tentar dar um ar de legalidade à fraude. Os outros 40% são destinados a profissionais com algum conhecimento jurídico e um mínimo de moralidade, a fim de que o serviço possa ter continuidade. Assim, a pergunta sem resposta é "sem reposta" na nossa visão, pois aqueles que já possuem a vaga previamente ajustada com a banca sabe qual a correta. Dessa forma, fica fácil eliminar quem esteja altamente preparado para a função mas que não tem vaga reservada, e ao mesmo tempo propiciar o ingresso daqueles que possuem a vaga reservada. Se Pontes de Miranda, Canotilho ou mesmo Hans Kelsen prestasse essas provas, seriam todos reprovados.

O Prof. Streck é um otimista sonhador...

Harlen Magno (Oficial de Justiça)

"Depois nos queixamos que o Direito seja isso que está aí, em que não conseguimos convencer o STF a aplicar o princípio – este, sim, um princípio – da presunção da inocência (aliás, o concurso poderia ter perguntado isso, pois não?)."

Prof. Streck, pelo amor de Deus, o senhor acha mesmo que o MP - logo o MP! - vai perguntar em prova sobre um princípio tão "insignificante" e "inútil" como esse? Aliás, pelo MP atual, isso aí nem é princípio, e sim, como dizem alguns notórios membros do MP, invenção de "bandidólatra", e é melhor que os candidatos a futuros "fiscais da lei" nem saibam o que é "presunção de inocência", para não arriscar que acabem usando essas ideias esquerdistas e bolivarianas...

Bom texto

José Leandro Camapum Pinto (Outros)

Grande contribuição para o Direito.

tantos anos

John Paul Stevens (Advogado Autônomo)

Tanta literatura boa sobre o tema, inclusive nacional -- veja Streck --, e ainda se faz isso. É como o Professor fala: "jabuti não dá em árvore". Daí sairão procuradores. É dose.

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