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CNMP analisa pedido para que Deltan Dallagnol saia de Curitiba

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O conselheiro Valter Shuenquener de Araújo, do Conselho Nacional do Ministério Público, determinou que o procurador Deltan Dallagnol e o Ministério Público Federal prestem informações, no prazo de 15 dias, sobre pedido de remoção do membro do MPF. 

CNMP analisa pedido para que Dallagnol seja afastado da "lava jato"
Fernando Frazão/Agência Brasil

"Compete ao Plenário do CNMP iniciar o procedimento de Remoção por Interesse Público. Assim, previamente à deliberação pelo Plenário quanto à instauração do procedimento, faz-se necessário estabelecer o contraditório para oitiva do agente ministerial que se pretende ver removido", disse Shuenquener. 

O despacho se baseou em um pedido de Abreu (PDT-TO) para que Deltan seja afastado da "lava jato". Alegando interesse público, a senadora diz que manutenção de procurador no comando da força-tarefa coloca em risco trabalhos da operação, apontado casos em que Deltan usou cargo para promoção pessoal.

Embate Sério
Em agosto, em outro processo em que Dallagnol e a senadora são protagonistas, o CNMP formou maioria para arquivar PAD contra Deltan Dallagnol por compartilhar notícia reportagem com informações sigilosas envolvendo Abreu.

A senadora acionou o CNMP em junho por uma publicação de Dallagnol em suas redes sociais.

Na ocasião, o procurador compartilhou em seu Facebook uma reportagem do O Estado de São Paulo sobre ela. Nela, o texto faz referência a fatos relacionados a uma investigação já arquivada.

Para a senadora, a conduta seria uma forma de promoção pessoal do membro do MP, e configurou vazamento de informações sigilosas.

Clique aqui para ler o despacho
Pedido de Providências 1.00723/2019-53

 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 9 de outubro de 2019, 21h50

Comentários de leitores

6 comentários

A família deltan

O IDEÓLOGO (Outros)

RILAGEM
‘De Olho nos Ruralistas’ detalha como família Dallagnol se beneficiou de desapropriações
Editor de site fala sobre reportagem que identifica associação de familiares do procurador da Lava Jato com grilagem em larga escala em região da Amazônia
Publicado por Redação RBA 23/07/2019 12:24
(https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2019/07/familia-dallagnol-grilagem-terras/).

Olho morto isso sim.

Pyther (Advogado Autônomo - Administrativa)

Em qualquer país sério um partido aí seria expulso do meio político ante tantas roubalheiras que promoveu. Em um país sério, políticos igualmente deste partido estariam presos há muito tempo e não só o seu líder. Em um país sério os HC e MS deste presidiário entrariam na fila e não seriam atendidos à corrida de jaguar enquanto milhões de processos andam a passos de cágado.
Ah e um país sério informações roubadas, de segurança nacional, com apoio de políticos, jamais seriam usadas como fonte de direito. Pelo contrário. Estariam todos presos.
Deve ser por isso que estas pessoas não vão para países sérios.. só vão como turistas.

Kátia Abreu! Vamos dar nome aos bois, COJUR.

Paulo H. (Advogado Autônomo)

Kátia Abreu dispensa cometários, é uma senadora conhecidíssima, mas não como integrante do PDT, sigla em que foi parar após conseguir ser expulsa do PMDB.
Curiosamente, porém, a matéria do COJUR se esqueceu do nome da senadora e fez constar apenas um dos sobrenomes ("Abreu", do PDT). Para chegar ao nome da famigerada senadora é preciso clicar no link para o despacho do conselheiro do CNMP.
Agora que seu deu nome aos bois, ou que se deixou isso claro, vamos ao comentário propriamente.
Carteirada institucional de senadora incomodada com o resultado de investigações, e preocupada com o que mais possa vir. É disso que se trata e nada mais.
Consta do artigo sob comento: "a senadora diz que manutenção de procurador no comando da força-tarefa coloca em risco trabalhos da operação". Enfim, que dizer? Um pirulito e um algodão-doce para quem acreditar que é o zelo pelo êxito da Lava Jato que move a senadora.

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