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Entrevistas

Partes tensionadas

Somado à ambição das corporações, o interesse público está em baixa

Comentários de leitores

5 comentários

Infeliz

O IDEÓLOGO (Outros)

Outro ponto notado na entrevista é a crítica que o entrevistado faz contra o serviço público. Se fosse crítica construtiva, por que não a fez no momento em que atuava como Juiz/Desembargador.
Possivelmente fez isso para ser aceito pela advocacia, a qual integrará.
Extremamente, incoerente.

Julgando sem justiça

Pastor Etienes R (Outros)

Três coisas devem ser feitas por um Juiz: Ouvir atentamente, considerar sobriamente, e julgar imparcialmente.- Sócrates

Improbidade

André Pinheiro (Advogado Autônomo - Tributária)

A lei de improbidade administrativa criada para o baixo clero do funcionalismo público é uma caixa de pandora de todos os males, escusável unicamente pela esperança. A lei que pega culpa e dolo de forma indeterminada encontrou no STJ a última esperança no que se refere a má fé.
Já os governantes, agentes políticos, CEOs do serviço público e até advogados receberam uma dose de imunidade típica dos poderosos.
Quem trabalhou com a lei de improbidade sabe que a culpa é um excesso de argumentações e contorcionismo jurídico de um MPF incapaz de investigar e que pretende como um jogo de RPG comprovar por argumentos, muitas vezes vazios, as teorias estapafúrdias.
Ocorre que quando surge a lei de abuso, que sequer abrange a malfadada lei de improbidade, logo sobem no tamanco e se preocuopam com sanções, ainda que leves.
Ora quem manejou a improbidade para a plebe, não pode reclamar de mais uma lei estapafúrdia.
Mas porque estapafúrdia? Ora, inegável que ambas as leis são úteis, ambas as leis são necessárias em importantes, mas estapafúrdia, porque é manejada em muitos casos por idiotas que se encantam com qualquer denúncia, se sentem obrigados a dar vazão a argumentos de denunciantes mal intencionados e sem provas bloqueiam bens dos acusados sem o mínimo de provas, abusam de argumentos e contorcionismo.
Simplesmente porque no Brasil, se aceita que teses e argumentos valem mais do que fatos e provas.
Ou seja, o medo dos CEOs da magistratura e Parquet é ver seu próprio veneno se transformar realidade. Nestas leis não escapam gregos ou troianos. De forma que aos CEOs restará ou aumentar o cancerígeno corporativismo.
Em resumo se uma rede de peixes com malha larga não pega peixe grande, uma lei de malha fina não salva ninguém que o pescador não queira

É hora de acabar com a leviandade

Alexandre Vieira Vieira (Advogado Autônomo - Empresarial)

Seria ético que aqueles que acusam informassem de modo preciso, exato e sem rodeios: 1) Quais os trechos dos diálogos atribuídos a Moro e Dallagnol teriam infringido a lei? 2) Quais as normas e dispositivos legais específicos teriam sido violados pelas conversas? 3) Por que até agora as supostas conversas não foram periciadas? 4) Por que Glenn Greenwald foi blindado pelo STF, não podendo ser investigado, diante dos fortes e contundentes indícios de participação direta dele nos crimes de receptação de conversas de autoridade públicas?

Até lá, não há simplesmente nada que sequer sinalize um eventual desvio de conduta funcional por parte do ex-juiz e do promotor.

Qualquer ilação nesse sentido é leviandade, e só.

As decisões

O IDEÓLOGO (Outros)

Antigamente as decisões dos Tribunais eram artesanais. Invocava-se o direito inglês, norte-americano e, principalmente alemão, italiano, espanhol, francês e português. O respeito era mútuo.
Atualmente, tem advogado agredindo, verbalmente, advogados e servidores; as decisões são prolatadas como se saíssem de uma máquina de produção; a violência pode partir de qualquer um.
O direito processual deixou de ser um fim em si mesmo na teoria; na prática, quem o conhece consegue dominar o adversário e conseguir vitória para o cliente, além de polpudos honorários.

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