Consultor Jurídico

Colunas

Embargos culturais

O inferno de Dante, a criminologia medieval e o paradoxo de nossos limites e possibilidades

Comentários de leitores

2 comentários

Inferno de Dante

José Fernando Azevedo Minhoto (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Excelente texto, uma abordagem digna de um Livre-Docente.
Tive a oportunidade de ler a Divina Comédia, não em versos mas numa edição em prosa e realmente trata-se de uma obra única.
Percebe-se que o genial Dante colocou nos círculos do inferno todos os seus desafetos(que não eram poucos) ou aqueles a quem não simpatizava(a alguns faz questão até de indagar o que fazia ali, na penitencia)e os tratava com fina ironia, daí, talvez, se explique a natureza de comédia da obra.

O verdadeiro inferno - o código de processo civil

O IDEÓLOGO (Outros)

"O sistema de justiça do Brasil é um dos mais burocráticos do mundo", afirma o desembargador Fábio Prieto, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. "Nossos códigos de processo — de inviabilidade do processo, na verdade — são lamentáveis. O último é sempre pior, mais tímido, que o anterior, velha tradição que o atual CPC soube fazer respeitar", continuou, em voto vencido.
"Nossos códigos de processo são lamentáveis", diz desembargador ao dar provimento a embargos de declaração
Prieto foi voto divergente num caso atípico. Entre as idas e vindas dos autos, a empresa autora afirma que a causa vem custando R$ 590 mil. Foram dois processo iguais movidos pela mesma pessoa e patrocinados pelo mesmo escritório chegaram ao tribunal. A corte viu que as petições eram idênticas e condenaram a autora em R$ 20 mil por litigância de má-fé. A 6ª Turma do tribunal considerou que houve fraude.
Nos embargos, a defesa da autora disse que não houve fraude, mas apenas um erro, já que os dois processos são praticamente iguais e houve uma confusão de documentos no escritório. Prieto deu razão ao embargante, mas ficou vencido. Venceu o voto da relatora, Diva Malerbi, para quem não havia obscuridade nem contradição do acórdão, o advogado queria apenas rediscutir o mérito.
"Tudo esclarecido, não há razão para interpretar o que é produto ruim e comum do sistema processual como algo ainda pior. O advogado diz que errou, mas é inocente. Todos a esperar a absolvição final no inferno processual
brasileiro", disse (CONJUR, 4 de setembro de 2013, às 9h13min).

Comentar

Comentários encerrados em 14/10/2019.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.