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Segurança da magistratura

Ajufe convoca ato em solidariedade a Louise Filgueiras, vítima de ataque

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) convocaram, para esta sexta-feira (4/10), um ato em solidariedade à Louise Filgueiras, vítima da agressão de um procurador da Fazenda Nacional.

O ato ocorrerá em frente ao Fórum Pedro Lessa, na Avenida Paulista, em São Paulo, às 16h. As entidades afirmam que a manifestação é em "defesa do respeito e da segurança de toda a magistratura".

Atentado
O procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção foi preso nesta quinta-feira (3/10) depois de tentar matar uma juíza na sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na avenida Paulista. Ele invadiu o gabinete da juíza Louise Filgueiras, convocada para substituir o desembargador Paulo Fontes, em férias, e chegou a acertar uma facada no pescoço dela, mas o ferimento foi leve.

Na mesma noite, a Polícia Federal lavrou auto de prisão em flagrante contra o procurador. Em nota, a PF informou que "o preso será encaminhado à audiência de custódia nesta sexta-feira".

Revista Consultor Jurídico, 4 de outubro de 2019, 11h26

Comentários de leitores

5 comentários

Entenda...

Servidor Gaúcho (Administrador)

Agora então são a favor da audiência de custódia?!

Concordo de novo

Gustavo P (Outros)

Realmente, o map tem toda razão. Esse ato convocado pela ajufe é mais uma faceta do abuso de autoridade dos magistrados, que se acham mto especiais a ponto de serem imunes a atentados. Pena ter faltado um tipo penal na lei do abuso, a fim de coibir reação a procuradores armados. Até quando??

Ato elitista

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Por outro lado, observa-se a mentalidade arrogante e elitista presente na magistratura nacional, com o ato orquestrado para a segunda próxima. Atualmente no Brasil, lamentavelmente, a sociedade é violenta. Há pelo menos um Governador de Estado defendendo abertamente que pessoas sejam assassinadas com fuzil pelas forças policiais, ao passo que os filhos do atual Presidente da República são constantemente vistos se exibindo com armas de grosso calibre. O próprio Presidente baixou inúmeros atos ilegais visando incentiva a violência e a aquisição desenfreada de armas de fogo. Nesse contexto, milhares de pessoas são assassinadas no Brasil todos os anos, ao passo que centenas de milhares são agredidas, mutiladas, estupradas. Obviamente que não se deseja essa situação, mas é um dado presente em nossa sociedade. Nesse contexto, é inevitável que muitas pessoas serão vítimas de atos de violência, de menor ou maior gravidade. Ninguém está imune, valendo lembrar que o próprio atual Presidente da República sofreu um atentado durante a campanha. Assim, um ato de solidariedade em favor de uma vítima específica, ignorando-se milhares de outras, é algo por si só afastado do conceito geral de igualdade. Para agravar, não parece que esteja havendo por parte do Estado e dos agentes encarregados da persecução penal algum desleixo com o caso, pois o Procurador foi preso e provavelmente será processado criminalmente. Somente se houvesse omissão do Estado o ato previsto para a próxima semana seria cabível, a meu ver. Vale dizer que no Brasil de hoje temos milhões de pessoas atingidas por agressões diversas sem que o Estado adote uma única medida qualquer. Há famílias, inúmeras, cujas mães perderam 2 ou 3 filhos sem que sequer exista ao menos um inquérito aberto.

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