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Atentado no TRF-3

Ao comentarem atentado à juíza, associações atacam falta de diálogo

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Comentários de leitores

6 comentários

A insana

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Produto de interesses insanos e contraditórios, a Constituição de 1988 elegeu os direitos como prioridade legal, esquecendo-se dos deveres.
Aproveitando-se dessa deturpação, os rebeldes primitivos, que não são bobos, não hesitaram em fustigar a sociedade, desequilibrando a equação entre agressor e vítima, com o auxílio de pensadores apoiados em juristas alienígenas, que elaboraram os seus "burilados conceitos" em realidades sociais, jurídicas, econômicas, éticas e políticas, totalmente distintas.
O precário equilíbrio social fez que com a Democracia, já de baixa qualidade, se tornasse propícia à justificação dos ilícitos criminais.

Querem mais verba ainda ?

MIA (Serventuário)

Concordo com todos os comentários abaixo e digo mais: se houve alguma falha, foi da própria segurança do TRF3 - se, com todo esse ENORME APARATO não está funcionando, não vai ser pedindo mais verba que vai funcionar.
Para entrar no prédio TODOS passam, OBRIGATORIAMENTE, por ao menos UM detector de metais que fica na porta.
Aquilo parece a alfândega, tem vários detectores, uma pessoa que precise passar por ali todos os dias certamente fica RADIOATIVA.
Tem OUTRO detector mais à frente, um OUTRO para bolsas e sacolas... até crianças são obrigadas a passar nos detectores.
Além disso, está lotado de seguranças e é preciso de identificação, crachá... se o AGU não precisou é porque a segurança não exigiu.
Depois, dizem que o comportamento do AGU estava alterado e que a segurança viu MAS não o abordou, o que é, no mínimo, uma indesculpável falha.
Ocorre que o mais estranho é que Matheus esteve no Congresso das 9:00 às 18:40, passou o dia todo com inúmeras autoridades (incluindo muitos desembargadores, Ministro do STJ, Ministros da CGU, do TCU, MPF, presidente do TRF3, da AJUFE, ...), não atacou ninguém, não falou nada de esquisito, seu comportamento foi normal e tudo transcorreu na mais perfeita ordem - todos viram que ELE SE PORTOU PERFEITAMENTE BEM.
Aí, terminado o Congresso, do nada, ele ficou alterado e esfaqueou pessoa aleatória ?
A segurança terceirizada teria visto o AGU alterado, falando frases desconexas e não fez nada ?
TODO LADO TEM UM OUTRO LADO: deixem o homem falar.

AJUFE e AJUFESP, Hora da Colheita, senhores !

rcanella (Funcionário público)

O presidente da AJUFE e o da AJUFESP parecem não enxergar que essa loucura toda tem origem no próprio Judiciário que é o que mais decepciona o homem comum, o que mais lhe causa revolta, pois é o que deveria dar o exemplo, afinal é o está mais intimamente ligado à gênese do Estado. O Estado surgiu como mecanismo de Justiça, para dirimir conflitos, regulando as relações entre as pessoas. O Poder Judiciário é a última carta na manga para todos nós e se ele se revela não merecedor dessa confiança, toda nossa esperança de uma sociedade saudável vai se esvaindo. Quando percebemos que a última chance de solução de uma litigância está nas mãos de um Poder corrupto perdemos a fé na Justiça e passamos a pensar em fazer Justiça com as próprias mãos, iniciando o caminho de volta à barbárie tribal. Senhores ministros, desembargadores e juízes, já está na hora de reverem seus gastos faraônicos: palácios suntuosos, gabinetes luxuosos, arrogância desmedida aos jurisdicionados, privilégios indecentes, lagostas, uísques e champanhes. - Vocês têm uma missão sagrada não entornem o caldo !

Triste 2

Gustavo P (Outros)

Como se fosse mais fácil se entregar à barbárie e à irresponsabilidade, parecendo crianças birrentas incapazes de dar bons exemplos tb. Fundamentalismo maniqueísta mto infeliz

Triste

Gustavo P (Outros)

O nível dos comentários deste site são vergonhosos. Civilidade zero

O exemplo vem de cima…, como sempre

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

A interdição do diálogo começa no próprio Judiciário.
Foram os juízes os primeiros que se retiraram do diálogo: do diálogo com as partes, representadas por seus advogados; os juízes que não leem as petições, que acham que sabem de tudo ou sabem mais que todos; que não encaram as petições como projetos de decisão; que, a despeito dos fundamentos ventilados pelas partes, não raro usam outros para decidir a lide. Tudo às avessas.
A Justiça brasileira abriu mão da honestidade intelectual para se tornar um Pantagruel devorador de processos, menos pela qualidade das decisões de mérito do que pela exacerbação do emprego da forma para extingui-los sem enfrentar o merecimento.
É dos tribunais que surgiu a degradação do momento mais exuberante dos pronunciamentos judiciais: as decisões proferidas nos embargos de declaração, em que o juiz se depara com a realidade de que não decide, e não deve decidir para si próprio, mas para as partes, mas que os juízes de todas as instâncias passaram a decidir com um carimbo com dizeres que ofendem a inteligência de qualquer um que se acerque do processo, com simples afirmações de que “não há obscuridade, omissão, contradição ou erro a ser corrigido” e que “o juiz não é obrigado a responder a todas as questões levantadas pela parte”.
Com assim decidir, a Justiça dá o mais perverso exemplo de desonestidade intelectual, de estelionato intelectual, e fomenta a insatisfação geral.
O resultado é esse: o sistema está chegando no ponto de exaustão. Entrará em colapso não tarda muito. E aí será o caos.
Quando se alimenta o monstro no quintal, não adiante reclamar depois. Será por ele devorado também.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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