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Combate à corrupção não pode depender de heróis, diz Toffoli

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O combate à corrupção no país é algo antigo e que não pode ficar dependente de “heróis” e “instituições paralelas”. A declaração é do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, em discurso em um evento no Conselho Nacional de Justiça na manhã desta terça-feira (1º/10). 

Combate à corrupção não pode depender de heróis, diz o presidente do CNJ
G.Dettmar /Agência CNJ

Segundo Toffoli, embora os episódios de corrupção possam gerar um ambiente de descrença e descontentamento, é preciso reconhecer os avanços, os enormes avanços já obtidos.

"E o Enccla, a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, é uma das grandes responsáveis por isso. Não são heróis, não são pessoas individualmente, não são instituições paralelas que querem formar fundos de auto-sustentação à parte do Estado e da Constituição. São as instituições trabalhando de maneira coordenada, transparente e isso não surge do nada”, disse. 

Toffoli reafirmou o compromisso do CNJ no enfrentamento "desse mal que flagela a sociedade brasileira", por meio de ações que garantam ao cidadão a efetividade de seus direitos, a transparência na gestão pública e, acima de tudo, a higidez do patrimônio público nacional.

"Todas as leis de combate à corrupção foram fruto de pactos republicanos assinados pelo Supremo Tribunal Federal. Tem que ser dito isso para evitar lenda urbana, para evitar desonestidade intelectual, para evitar os oportunistas de plantão que querem desacreditar as instituições”, afirmou.

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 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 1 de outubro de 2019, 23h06

Comentários de leitores

1 comentário

Responsabilidade acima de tudo

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

A História demonstra que há limites e chegamos aos estertores da corrupção e da degradação (a) (i) moral, pero, a [re] ação veio pela competência e destemor, sobretudo de UM JUIZ, e, diga-se de passagem, antes de ‘ressuscitar’ o grande khan mongol Timur que quando instado a ser clemente, disse “com a face sombria e os olhos flamejantes” que “ele era a ira de Deus e a destruição mortífera da época corrupta” - “qui’il estoit l’ire de Dieu, et la ruine funeste du siécle depravé.” (apud ERIC VOEGELIN, in Anamese – Da Teoria da Históira e da Política).
Assim, é que uma das medidas mais importantes a serem tomadas pelo novo governo, sem a qual é impossível qualquer projeto de País - deverá ser a prevalência da moralização das Instituições e promoção da responsabilidade criminal, civil e administrativa de todos os apropriadores indevidos do dinheiro público

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