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Caso Marielle

Porteiro que citou Bolsonaro no caso Marielle muda versão em depoimento para PF

Marielle Franco foi assassinada no dia 14 de março 2018 e o crime segue sem solução
Reprodução

O porteiro que citou o presidente Jair Bolsonaro em depoimento no bojo das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ) e de seu motorista Anderson Gomes voltou atrás em depoimento à Polícia Federal. A informação foi revelada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Em depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro em outubro, o porteiro atribuiu a “seu Jair” a autorização para entrada do ex-PM Élcio Queiroz — acusado de ser o motorista do atentado que culminou na morte da vereadora — ao condomínio Vivendas da Barra, onde o presidente da República e seu filho Carlos possuem casas no Rio de Janeiro.

Registros da Câmara dos Deputados mostram que o então deputado Jair Bolsonaro estava em Brasília no momento da ligação, em 13 de março de 2018, data do atentado.

O registro de visitantes do condomínio aponta que Élcio teria ido para casa 58. Justamente à de propriedade do presidente.

Neste novo depoimento, que durou cerca de 3 horas, agora à Polícia Federal, o porteiro não confirmou que Bolsonaro liberou a entrada de Élcio no condomínio.

Também teria informado que errou a numeração da casa para qual iria Élcio, e se sentiu pressionado por ele mesmo pelo erro cometido na planilha.

Revista Consultor Jurídico, 20 de novembro de 2019, 19h54

Comentários de leitores

6 comentários

Azar

Geraldo Gomes (Administrador)

De todos os números que ele poderia ter enganado, foi enganar justamente com o do presidente e ainda enganou reconhecendo sua voz. Este presidente é muito azarado pois o principal suspeito da morte da veredora mora no seu condomínio, o porteiro se engana e coloca justamente o seu nome, traficantes de drogas da aeronáutica são pegos justamente quando estavam na sua comitiva. Muito azar mesmo.

Versão

JanaGNH (Administrador)

Independente da versão dele, o que precisa ser visto é a existência de outro tipo de prova, confiar na memória de uma pessoa que dá entrada de milhares de pessoas há mais de um ano do incidente é pedir demais, o outro porteiro já disse que é impossível lembrar com detalhes o que acontece em virtude do fluxo. Já me chamou atenção o depoimento original dele, com tantos detalhes, e isso me deixa bastante desconfiada.

Medo de morrer

Marcos Arruda (Estudante de Direito)

Difícil sustentar um depoimento contra um bandido, ainda mais quando esse bandido ocupa a presidência da República e sua família mais parece uma quadrilha. Viver em área dominada por milicianos e depor contra milicianos? Quem tem c* tem medo.

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