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Inspeção ordinária

Vice-presidente do TJ-SP elogia trabalho da Corregedoria Nacional de Justiça

O vice-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Artur Marques, elogiou o trabalho da Corregedoria Nacional de Justiça, sob comando do ministro Humberto Martins, ao final dos trabalhos de inspeção ordinária na Corte paulista.

Desembargador Artur Marques elogiou o trabalho da corregedoria TJ-SP

Durante a cerimônia de encerramento dos trabalhos no TJ-SP, Artur Marques cumprimentou o desembargador Ricardo Paes Barreto, que compareceu à solenidade representando o ministro Humberto Martins.

"Tenho a certeza de que o período de inspeção em São Paulo foi profícuo para toda a equipe da Corregedoria Nacional de Justiça e de que todos sairão daqui com a certeza de que os magistrados e servidores do Tribunal de Justiça são operosos e dedicados", disse.

A inspeção ordinária no TJ-SP ocorreu entre os dias 4 e 8 de novembro. "Sabemos que o trabalho durante esta semana foi intenso, mas esperamos que tenha sido igualmente gratificante verificar o comprometimento dos magistrados e dos funcionários paulistas na busca do aperfeiçoamento constante da Justiça, sobretudo para a garantia da paz social", completou.

O vice-presidente afirmou ainda que, em São Paulo, é forte o sentimento de que a Corregedoria Nacional de Justiça segue, reiteradamente, o propósito de fortalecer e preservar a independência da magistratura em defesa dos interesses da cidadania e da construção de uma sociedade mais justa e solidária.

"Essa relação de confiança com a Corregedoria Nacional de Justiça é fruto do exemplo e da transparência da atuação do Excelentíssimo ministro Humberto Martins e de seus assessores, o que, aliás, pode ser facilmente constato pela simples leitura do relatório anual das atividades da Corregedoria Nacional de Justiça", afirmou.

Artur Marques também destacou no discurso números do TJ-SP, o maior tribunal do país, com cerca de 20 milhões de ações em andamento e orçamento de R$ 12 bilhões — valor superior ao de muitos estados. "Gostaria de enfatizar, ainda, que esta é a casa da magistratura nacional e que todos os integrantes do CNJ, independentemente do estado de origem ou do ramo de Justiça a que pertençam, são bem-vindos em São Paulo", concluiu.

Leia a íntegra do discurso do vice-presidente do TJ-SP:

"Bom dia, gostaria de dar as boas-vindas a todos e cumprimentar as autoridades aqui presentes na pessoa do eminente Desembargador Ricardo Paes Barreto, que neste ato representa o Excelentíssimo Senhor Corregedor Nacional de Justiça Ministro Humberto Martins, magistrado conhecido e admirado por todos.

E, a impressão exteriorizada por Sua Excelência é na linha da valorização da magistratura nacional, estimulando as boas práticas processuais e administrativas, além do constante incentivo à cultura de gestão e o estabelecimento de metas específicas para garantir serviços mais céleres à sociedade.

Aqui em São Paulo é forte o sentimento de que a Corregedoria Nacional de Justiça segue, reiteradamente, o propósito de fortalecer e preservar a independência da Magistratura em defesa dos interesses da cidadania e da construção de uma sociedade mais justa e solidária.

Essa relação de confiança com a Corregedoria Nacional de Justiça é fruto do exemplo e da transparência da atuação do Excelentíssimo Ministro Humberto Martins e de seus assessores, o que, aliás, pode ser facilmente constato pela simples leitura do relatório anual das atividades da Corregedoria Nacional de Justiça.

Ao longo desse período, também foi possível verificar uma maior eficiência na administração da Justiça não apenas em São Paulo, mas também nos demais Estados da federação a partir da análise do relatório “Justiça em Números”, tudo na linha do fortalecimento da posição institucional do Poder Judiciário preconizado pelo Corregedor Nacional de Justiça aqui tão bem representado pelo ilustre Desembargador Ricardo Paes Barreto.

Sabemos que o trabalho durante esta semana foi intenso, mas esperamos que tenha sido igualmente gratificante verificar o comprometimento dos magistrados e dos funcionários paulistas na busca do aperfeiçoamento constante da Justiça, sobretudo para a garantia da paz social.

No Tribunal de Justiça de São Paulo atuam 360 desembargadores, e, incluindo-se os juízes substitutos em 2º grau e os convocados, esse número chega a quase 500 magistrados apenas no segundo grau de jurisdição.

No primeiro grau, há mais de 2.500 juízes, 43 mil servidores e um orçamento anual de quase 12 bilhões de reais, orçamento este maior do que o de muitos Estados brasileiros.

Além disso, o Tribunal de Justiça de São Paulo possui cerca de 20 milhões de ações em andamento e conta com uma estrutura organizacional complexa, com mais de 1.700 unidades judiciárias.

Apenas para se ter uma ideia, fechamos 2018 com 606.225 mil processos em andamento no Tribunal, uma diminuição de 10% em relação a 2017 (667.653 feitos). Entre janeiro e dezembro do ano passado, os Desembargadores julgaram 987.589 recursos. No mesmo período foram distribuídos 826.173.

Tenho a certeza de que o período de inspeção em São Paulo foi profícuo para toda a equipe da Corregedoria Nacional de Justiça e de que todos sairão daqui com a certeza de que os magistrados e servidores do Tribunal de Justiça são operosos e dedicados.

Gostaria de enfatizar, ainda, que esta é a Casa da Magistratura Nacional e que todos os integrantes do CNJ, independentemente do Estado de origem ou do ramo de Justiça a que pertençam, são bem-vindos em São Paulo.

Nosso desejo é o de preservar o lugar de destaque que o Poder Judiciário ocupa no cenário nacional, seja pela participação decisiva no combate à criminalidade e às mazelas sociais, seja por preservar a harmonia e a paz social que tanto almejamos.

Por fim, acreditamos que esse ideal somente será alcançado com a união de esforços de todos em torno do lema da Corregedoria Nacional de Justiça: “Magistratura forte, cidadania respeitada!”.

Muito obrigado.
São Paulo, 7 de novembro de 2019.
Artur Marques da Silva Filho
Vice-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo"

Revista Consultor Jurídico, 15 de novembro de 2019, 13h20

Comentários de leitores

2 comentários

Desembargador artur marques

O IDEÓLOGO (Outros)

Um dos gênios da raça!

kkkkkkk

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

kkkkkkkkk

Sorte dos senhores da Corregedoria do TJSP, que a Corregedoria Nacional de Justiça do CNJ, não investiga a sério a avalanche de arquivamentos indevidos ocorridos diariamente. A CGJ do TJSP arquiva 98% das reclamações/representações contra juízes e desembargadores. Caso fosse uma Corregedoria menos corporativista e mais cumpridora da LOMAN e CEM, teríamos muito, mas muito mais punições aos magistrados que adoram andar às margens das leis (= quem anda às margens das leis se chama marginal).

Saudades do eminente ex Corregedor Gilson Dipp e da nobre ex Corregedora Eliana Calmom. Com estes dois, não tinha "tapinha nas costas" que resolvesse.

A CGJ do TJSP demorou 10 anos para afastar uma juíza que atuava em Guarulhos (qdo foi afastada), sendo que ela tinha evidentes problemas psiquiátricos/psicológicos (nada contra, só precisava alguém impor um tratamento). Quem paga os danos que ela causou em incontáveis processos? Não será a CGJ né? Assim fica fácil...

Conhecidíssima entre os advogados. Só fingia não saber disto a CGJ do TJSP.
https://www.conjur.com.br/2017-abr-19/juiza-guarulhos-afastada-faltar-gritar-advogados?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

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