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Rebeldes primitivos

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Com a Constituição de 1988 foram enaltecidos os direitos em detrimento das obrigações.
Os "rebeldes primitivos", expressão emprestada do historiador marxista Erick Hobsbawm e adaptada ao contexto brasileiro, sufragados por intelectuais que abraçaram o pensamento do italiano "Luigi Ferrajoli, expresso na obra "Direito e Razão", passaram a atuar em "terrae brasilis" em agressão à ordem estabelecida, ofendendo os membros da comunidade.
Aqueles despossuídos de prata, ouro, títulos e educação especial, agredidos pelos rebeldes, passaram a preconizar a aplicação draconiana das normas penais, com sustentação no pensamento do germânico Gunther Jabobs, resumido no livro "Direito Penal do Inimigo". Acrescente-se, ainda, a aplicação das Teorias Econômicas Neoliberais no Brasil, sem qualquer meditação crítica, formando uma massa instável e violenta de perdedores, fato previsto pelo economista norte-americano, Edward Luttwak no livro denominado "Turbocapitalismo".
Diante desse "inferno social" o Estado punitivo se enfraqueceu.
O STF em sua missão de proteção da sociedade, através da Constituição recuou, e permitiu a saída das prisões de infamantes, apodrecidos e mentecaptos rebeldes primitivos.
Homicidas, pederastas, insinuantes estelionatários, latrocidas, feminicidas, estupradores,traficantes de pessoas, divulgadores de segredo, enfim, "elementos nada santos" voltarão aos seus "ofícios criminosos" com o beneplácito das autoridades.
Bom, para os juristas é "o direito constitucional posto". Para o povão, uma realidade que afeta a própria sobrevivência.
O intelectual em suas meditações cria o mundo ideal; o povo vive a realidade.

Obrigado Georges!

Ricardo Yamin (Advogado Assalariado)

Texto incrível, de um professor brilhante. Um pouco de luz nessa escuridão jurídica que vivemos no país. O articulista, democrata que é, defende a Constituição. Sua obrigação não é explicar porque determinado Ministro pensa de determinada forma, mas sim explicar porque a decisão está correta (apesar do que diz seu Zap Zap).

Mudanças

acsgomes (Outros)

Faltou o nobre articulista explicar as seguintes mudanças de posicionamento, sem que tenha havido mudanças na CF ou CP ou CPP.
Dias Tofoli:
2016 - prisão após 2a instancia
2016 - prisão após 3a instância (STJ)
2018 - prisão após 3a instância (STJ)
2019 - Prisão após 4a instância (STF)
Gilmar Mendes:
2009 - Prisão após 4a instância (STF)
2016 - prisão após 2a instancia
2016 - prisão após 2a instancia
2018 - prisão após 3a instância (STJ)
2019 - Prisão após 4a instância (STF)

Obrigado Georges!

Ricardo Yamin (Advogado Assalariado)

Artigo fantástico do brilhante Georges Abboud. Um pouco de luz para esses tempos de escuridão que vivemos em nossa frágil democracia.

Tá çertu

Thiago Bandeira (Funcionário público)

Foram os constrangimentos epistemológicos que fizeram Gilmar Mendes mudar de "convicção".

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