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Comentários de leitores

4 comentários

Então, tá!

O JR (Advogado Autônomo)

Surto endêmico de masoquismo carcerário... Acaso somos todos néscios?
Tenham paciência...

Fato modificativo... A quem cabe o ônus da prova?

Felipe Costa - Advogado Ceará (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Poderia o delegado ter se limitado a dizer que não há torturas. Não obstante, em um ato falho, confirma a existência de sofrimentos físicos, imputando-os aos presos, que, segundo ele, provocam em si próprios as mutilações e que isso seria com a finalidade de prejudicar os interventores.

Bem... se o MPF faz alegações sem provas, o delegado deveria dar o exemplo e PROVAR o que ALEGOU: os presos se automutilam e o fazem com o fim de prejudicá-lo.

Ademais, se o ilustríssimo interventor tem conhecimento desse fato, deve responder às seguintes perguntas:
a) como podem ocorrer automutilações dentro de um presídio que, em tese, não poderia permitir a entrada de objetos cortantes?
b) se é do conhecimento do interventor esses eventos, por quais motivos eles não são impedidos, visto que o Estado possui o dever de evitar eventos como os narrados pelo interventor?

Fiódor Dostoiévski

Nelson Capeleti (Advogado Assalariado - Civil)

Fiódor Dostoiévski disse: o grau de civilização de uma sociedade pode ser medido pela forma que tratam seus prisioneiros.

Em um Estado Democrático de Direito, com uma carta constitucional que não é apenas política, mas normativa, a gente lê, e vê, horrores próprios dos campos de concentração nazistas.

Mas ainda existem os que desejam o fim das liberdades e garantias constitucionais. Se com a limitação do Poder, a gente observa este estado de coisas, imaginem se o Poder for irrestrito, consoante desejam alguns.

Se Dostoiévski estiver certo em sua assertiva, e eu creio que esteja, nos brasileiros somos bárbaros, desumanos, irracionais...

Presunção de inocência

olhovivo (Outros)

Vamos conceder ao delegado-interventor o direito fundamental à presunção de inocência, algo que eles, da PF, sistematicamente denegam aos seus investigados, passando desde logo para a imprensa a certeza da culpa e a nojenta execução moral sumária de seus alvos.

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