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Guerra comercial

Briga por empresa é alavancada com caravana em Brasília

Publicidade do livro é na verdade campanha por empresa. Reprodução

Na próxima segunda-feira (25/3), um caminhão com dois bois de fibra de vidro pintados um de verde e o outro de amarelo, além de dois atores com máscaras dos irmãos Joesley e Wesley Batista, percorrerá a Capital Federal para promover o livro Os traidores da Pátria. E mostrar como, anos atrás, dois jovens, ao lado do pai, construíram do zero um pequeno grupo de frigoríficos que se tornou um grande grupo de empresas, e acabaram por trilhar o caminho de maracutaias diversas.

Livro sobre irmãos Batista foi escrito pelo jornalista Claudio Tognolli.

O parágrafo acima é do material de divulgação de um livro. Aparentemente. Na verdade, é peça de uma campanha. Na disputa pelo controle da Eldorado Celulose, maior empresa mundial do setor, a família Widjaya (indonésios radicados na China), resolveu aproveitar o momento ruim da JBS para fuzilar seus controladores. A meta é vencer a arbitragem entre os dois grupos.

Os Widjaya são donos da Paper Excellence, que adquiriu 49% das ações da Eldorado. Os indonésios dizem que pagaram e não receberam a empresa, a JBS diz que eles compraram mas não pagaram.

O litígio vai às ruas. Camuflado de luta do bem contra o mal. Além da caravana e do livro em português, editado pela Editora Matrix, sai também uma versão em inglês para ser distribuída nos Estados Unidos. Chega à praça também um site em português e outro em inglês. A pegada é a mesma: destroçar os irmãos Joesley e Wesley Batista.

Livro também será lançado em inglês.

Para conduzir a orquestra, os Widjaya contrataram no Brasil um especialista no assunto: o empresário Josmar Verillo, ex-presidente da Klabin. Verillo mobilizou a Matrix, contratou assessores de imprensa e encomendou ao jornalista e escritor Claudio Tognolli os livros e os textos jornalísticos para os sites.

A disputa é acompanhada pelos principais jornais americanos, como o New York Times e o Financial Times — que dedicam aos Widjaya adjetivos pouco lisongeiros, como o de “tubarões”. Pelas notícias, as táticas dos empresários são ainda piores do que aquelas que os Batista confessaram em sua delação no Brasil. Eles são usualmente acusados de calotes e crimes ambientais.

Revista Consultor Jurídico, 24 de março de 2019, 10h40

Comentários de leitores

2 comentários

Não tem a ver

BernardinoCSilva (Bacharel - Civil)

Não é questão de poder confiar ou não em brasileiro. O que rola é guerra comercial, vingança e outras coisas que estão sendo comandadas, não por brasileiros, mas por indonésios. Onde está a lógica dos comentários do "Ideólogo"?

O erro

O IDEÓLOGO (Outros)

O erro do Governo Lula e Dilma, e dos técnicos do BNDES foi confiar no espírito público dos irmãos Joesley.
Pretenderam a Dilma e o Lula criarem mais uma empresa multinacional e, para tanto, utilizaram recursos do BNDES para favorecer a JBS. Porém, os irmãos traíram o Governo e a sociedade brasileira. Mas, eles não são, totalmente, culpados. Os políticos também procuraram vantagens, como doações e empréstimos do grupo JBS. E se o grupo não fizesse o que os políticos quisessem, poderia sofrer sanções de toda ordem. Mas, o próprio presidente Temer pediu a um dos irmãos o pagamento de um escritório em São Paulo, que recusou, de forma tácita. Ou seja não deu resposta ao Senhor Temer.
A lição que fica é esta: não dá para confiar em brasileiro.

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