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Assassinato político

Para preservar investigações, juiz manda prender dois acusados de matar Marielle

Para preservar as investigações, o juiz substituto do 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro Gustavo Kalil decretou a prisão preventiva dos policiais militares Ronnie Lessa e Elcio Vieira de Queiroz, suspeitos de participar do homicídio da vereadora Marielle Franco (Psol) e de seu motorista, Anderson Gomes. Os dois, que também são acusados da tentativa de homicídio da assessora parlamentar Fernanda Chaves, foram detidos na manhã desta terça-feira (12/3).

A vereadora carioca Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018
Reprodução/Facebook

De acordo com a denúncia do Ministério Público fluminense, Lessa foi o autor dos crimes, tendo feito os disparos de arma de fogo, com a participação de Queiroz, que foi o motorista do Cobalt utilizado para a execução. Ronnie Lessa é policial militar reformado e Elcio Queiroz foi policial militar, tendo sido expulso da corporação.

Para os promotores, a ação criminosa foi meticulosamente planejada durante os três meses que antecederam o atentado. Além das prisões, a polícia cumpre mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados para apreender documentos, telefones celulares, notebooks, computadores, armas, acessórios, munições e outros objetos.

Junto com os pedidos de prisão e de busca e apreensão, o MP-RJ pediu a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa. Também foi requerida a indenização por danos morais aos familiares das vítimas e a fixação de pensão em favor do filho menor de Anderson Gomes até completar 24 anos de idade.

“É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia”, diz a denúncia, acrescentando que o crime praticado na noite de 14 de março de 2018 é um golpe ao Estado Democrático de Direito. Com informações da Assessoria de Imprensa do MP-RJ.

Revista Consultor Jurídico, 12 de março de 2019, 10h54

Comentários de leitores

3 comentários

Mal explicado

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Alguma coisa está incorreta na notícia. Ou foi oferecida a denúncia contra as pessoas referidas no texto, e a investigação está encerrada, ou a investigação continua e não há denúncia.

A direita

O IDEÓLOGO (Outros)

A Direita está apavorada. Impeachment de Bolsonaro?

Parabéns ao MP

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Parabéns aos promotores que deram longa entrevista ao G1 ensinando passo a passo como a investigação foi feita, de onde e como extraíram as informações que levaram aos autores. Aos céticos e reclamações, ao menos agora sabem o trabalho que dá para lapidar as informações, pena que no próximo homicídio não teremos mais essas ferramentas, pois tiveram o requinte de informar até quais aparelhos telefônico estão além da tecnologia atual Deveriam ganhar uma comissão, pois a venda de tais aparelhos vai disparar, ah, e o roubo também.

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